O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) para substituir o regime de prisão fechado por prisão domiciliar de caráter humanitário.
Com a decisão, ficou determinado que, assim que receber alta hospitalar – prevista para o mesmo dia – Bolsonaro deverá retornar diretamente à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ficará custodiado em Sala de Estado‑Maior.
O deputado federal Gustavo Gayer afirmou que “Moraes está condenando Bolsonaro a uma pena que há muito tempo foi banida da Constituição”.
“Talvez se Bolsonaro tivesse contratado um certo escritório de advocacia de uma certa esposa por 129 milhões ele nem sequer teria sido julgado”, disse o parlamentar.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta contra a censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a proibição permanece há quase um ano.
Vários outros títulos podem estar sob risco. Entre eles estão os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da censura e de episódios incomuns no STF.
