O ministro Alexandre de Moraes proibiu a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A autorização havia sido concedida dias atrás, mas a permissão foi revogada.
Alguns interpretaram inicialmente a autorização como uma espécie de gentileza do ministro em retribuição às tentativas cordiais de aproximação do senador Flávio Bolsonaro, uma espécie de acordo entre cavalheiros. A revogação, porém, demonstrou o contrário.
Alexandre de Moraes já acumulou diversos papéis no cenário jurídico brasileiro: juiz, investigador, advogado, promotor, vítima e acusador, quem prende e quem solta. Seu papel mais destacado, porém, é no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro está isolado em ano eleitoral, impedido de ter contato que poderia fortalecer a oposição. A proibição da visita do assessor americano impede que o ex-presidente compartilhe sua versão dos fatos com um representante dos Estados Unidos.
A decisão foi fundamentada em considerações sobre o visto de Beattie e a soberania brasileira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, justificou a proibição como ação para preservar o país de “indevida ingerência” dos EUA.
A medida ocorre em contexto eleitoral, com o líder da oposição mantido isolado enquanto o atual governo busca a reeleição.
