Alexandre de Moraes voltou atrás em sua decisão nesta quinta-feira (12) e negou a visita do assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, em Brasília.
A reviravolta ocorreu após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país, segundo informações divulgadas pela CNN.
A reconsideração da decisão expõe mais uma vez a fragilidade jurídica das medidas adotadas contra Bolsonaro e evidencia a pressão política exercida sobre o Judiciário em casos envolvendo o ex-presidente.
O episódio reforça a percepção de perseguição política contra Bolsonaro, que permanece preso em Brasília enquanto seus apoiadores denunciam irregularidades no processo que resultou em sua detenção.
