Ao autorizar a transferência do ex‑presidente Jair Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deixou clara a sua indignação: o local não deve ser tratado como “colônia de férias”.
Moraes declarou:
“Essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de JAIR MESSIAS BOLSONARO, condenado pela liderança da organização criminosa na execução de gravíssimos crimes contra o Estado Democrático de Direito, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou protesto contra a censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o leitor ao erro ao criar a impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, embora a censura permaneça há quase um ano sem esclarecimento.
Outros títulos também parecem estar sob risco. Entre eles, “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, obras que abordam a própria censura, episódios incomuns no STF e a perseguição a Bolsonaro.
