Edison Torres Fernández, de 52 anos, morreu enquanto estava detido em uma unidade da Polícia Nacional Bolivariana, na Venezuela. A morte foi confirmada neste domingo, 11, pelo Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos, organização que acompanha casos de detenções por motivação política no país.
Segundo o comitê, Fernández foi detido em 9 de dezembro de 2025 após compartilhar conteúdos críticos ao regime venezuelano e ao governador de seu estado.
“Ele foi preso em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas ao regime e ao governador do estado”, informou o Comitê.
“Extraoficialmente, foi acusado de traição e conspiração criminosa.”
O policial estava encarcerado na Delegacia de Polícia nº 7, localizada em Boleita, no estado de Miranda. Antes da prisão, construiu uma carreira de duas décadas na polícia do estado de Portuguesa, no noroeste da Venezuela. A morte ocorreu em 10 de janeiro, apenas 62 horas após o anúncio oficial que atualizou o número de presos políticos mantidos pelo regime.
Em nota pública, o Comitê afirmou que ainda não recebeu esclarecimentos formais das autoridades.
“Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias ou a causa de sua morte, nem sobre o atendimento médico que recebeu enquanto estava sob custódia”, disse o Comitê.
“Essa falta de informação e transparência torna o Estado responsável por sua vida e bem‑estar.”
Não é a primeira morte de um preso político na Venezuela. Há poucas semanas, duas mortes ocorreram: Jonathan Rodríguez, jovem do estado de Aragua, e Alfredo Díaz.
No Brasil, o caso mais grave foi o de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, preso do 8 de janeiro, que morreu de mal súbito na Penitenciária Papuda enquanto tomava banho de sol. Os advogados alertaram sobre a situação de saúde de Clezão, mas Alexandre de Moraes e a PGR ignoraram completamente.
