O médico Miguel Abdalla, 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto em sua residência na zona sul de São Paulo nesta sexta‑feira (9/1). Segundo informações apuradas, ele estava sem contato com vizinhos e conhecidos há pelo menos dois dias, o que gerou preocupação.
A Polícia Militar foi acionada depois que um morador da região utilizou uma escada para observar o interior do imóvel e avistou o corpo. Ao chegar, os agentes constataram a ausência de sinais de violência ou de arrombamento, afastando, inicialmente, a hipótese de crime.
De acordo com a PM, a morte foi classificada como natural. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil no 27º Distrito Policial, em Moema, que ficará responsável pelos procedimentos de praxe e pelo encerramento do caso após a conclusão dos laudos periciais.
Miguel Abdalla desempenhou papel relevante na história da família Richthofen após os assassinatos de Marísia e Manfred Richthofen, em 2002. Na época, assumiu a função de tutor de Andreas, irmão de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal, mortos pelos irmãos Cravinhos a mando da própria filha.
Essa responsabilidade foi alterada em julho de 2005, quando Andreas completou 18 anos e passou a responder como inventariante. A mudança ocorreu depois que Suzane solicitou judicialmente o afastamento do tio, alegando que ele estaria sonegando bens do espólio deixado pelos pais.
No ano seguinte, em 2006, Abdalla voltou à Justiça ao relatar que Suzane teria sido vista “rondando” a residência onde ele morava com a mãe e Andreas. O relato foi anexado a um pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra ela naquele período.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Desde janeiro de 2023, cumpre a pena em regime aberto, conforme decisão judicial.
