Depois que prenderam Jair Bolsonaro no sábado (22), o PL viu chegar uma enxurrada de filiados. Em dois dias, mais de 20 mil pessoas se inscreveram, enquanto antes o partido somava só cerca de cem novos membros por dia.
Até sexta (21) o PL seguia com o mesmo número de filiações que vinha tendo desde janeiro. Quando prenderam o ex‑presidente, a base reagiu na hora, aumentando muito os cadastros.
Nos dois dias seguintes – domingo e segunda – o ritmo continuou forte, com cerca de 10 mil novos nomes por dia, de acordo com informações internas do partido.
Coincidentemente, o PL tinha começado na sexta uma campanha para captar novos membros, o que ajudou a impulsionar o número de filiações.
Nos anúncios, apareceram caras conhecidas do partido, como o deputado Nikolas Ferreira e a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro.
Dentro do PL, os dirigentes dizem que a prisão serviu de gatilho, tirando do fundo a chamada “indignação silenciosa” da direita.
Agora o PL tem 893 mil filiados. A sigla de Bolsonaro mostra que consegue reunir gente rápido, sobretudo quando ele é alvo da Justiça.
Os líderes do PL veem esse salto de filiações como mais que um símbolo; é um jeito de provar força política num período difícil, mostrando que o núcleo duro do bolsonarismo ainda está vivo e pronto para agir.
