A Polícia Federal suspeita de vazamento de informações sigilosas antes das três fases da Operação Compliance Zero — com indícios de que provas podem ter sumido antes da chegada dos investigadores.
Os sinais se acumulam: na primeira fase, Vorcaro estava no aeroporto prestes a embarcar de jato particular para os Emirados quando foi preso — sob relatoria de Toffoli.
Na segunda fase, 42 mandados foram cumpridos — mas imóveis foram encontrados esvaziados, quartos desarrumados, sem eletrônicos, e advogados já estavam nos locais antes da PF chegar. O cunhado Fabiano Zettel e Nelson Tanure também foram encontrados em aeroportos. Toffoli ainda era relator.
A terceira fase, já sob Mendonça — que autorizou a operação mesmo com a PGR sendo contra — também não descarta vazamento.
O grupo “A Turma” — ligado a Vorcaro — monitorava ilegalmente autoridades e jornalistas, acessava bases sigilosas da PF, PGR, Justiça Federal e até da Interpol usando credenciais autênticas.
Um policial federal aposentado foi preso suspeito de participar do esquema. O vazamento pode ter vindo de dentro das próprias instituições.
Se as melhores provas sumiram antes da PF chegar — o que resta para sustentar a delação que pode envolver ministros do STF?
