A pastora e cantora gospel Gláucia Rosane Tavares faleceu na última quinta-feira (19), aos 51 anos, em São Luís, no Maranhão. A líder religiosa sofreu uma parada cardíaca em sua residência. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu.
Gláucia enfrentava um câncer ósseo, doença contra a qual vinha lutando nos últimos anos. Natural de Imperatriz, a pastora consolidou sua trajetória ministerial na capital maranhense, onde residia. À frente do EKLÉSIA Ministério Internacional, destacou-se pela pregação da fé cristã e pela atuação musical, utilizando composições próprias como instrumento de evangelização. Ao longo da carreira, lançou 11 álbuns e firmou presença no cenário gospel regional.
Mesmo durante o tratamento oncológico, manteve-se ativa nas atividades da igreja. Em sua última publicação nas redes sociais, apareceu participando de um culto e entoando um louvor, ainda que demonstrasse limitações físicas decorrentes da enfermidade. Segundo relatos de pessoas próximas, a dedicação à vocação pastoral foi mantida até os últimos dias de vida.
Além da atuação religiosa e musical, Gláucia também expressava sua fé por meio das artes visuais. Sob o nome artístico Gal David, produziu obras inspiradas em elementos históricos e culturais do Maranhão, evidenciando o vínculo afetivo que nutria por sua terra natal.
O velório ocorreu na sexta-feira (20), na igreja que liderava, em São Luís, em um culto marcado por homenagens, cânticos e despedidas. O sepultamento foi realizado no Memorial Pax União, também na capital maranhense.
Nas redes sociais, o pastor e cantor Antônio Cirilo manifestou pesar pela morte da amiga. Ele afirmou que a pastora “foi apaixonada por Deus, apaixonada pela presença, cheia do Espírito” e destacou que a voz dela “ecoou pelo Brasil e pelo mundo”. O líder religioso também relembrou o último encontro que teve com Gláucia.
“No ano passado, tive o privilégio de reencontrá-la e ministrar ao seu lado no Piauí. Foi intenso, foi precioso. Eu não sabia que ali havia um sabor de despedida. Sou mais velho, e sempre pensei que partiria antes. Até brinquei com minha esposa: ‘Puxa vida, Senhor… vai levando as pessoas e me deixando para trás’. Mas a verdade é simples e soberana: a nossa vida está nas mãos do Senhor.”
