Pesquisa AtlasIntel: Após propaganda milionária no Carnaval, Lula despenca e Flávio Bolsonaro vira pela primeira vez no segundo turno

O jogo eleitoral é fascinante. Um labirinto de tentativas e erros onde nenhuma ciência é exata e até os mais caros publicitários e estrategistas cometem equívocos.

Sabemos que quanto mais se divulga um produto, maiores as chances das pessoas comprarem, correto? Essa seria a regra número 1 da publicidade, mas o Carnaval deste ano deve virar um estudo de caso nos bancos dos cursos de marketing eleitoral.

Enquanto partidos e candidatos lutam por segundos a mais no disputado horário eleitoral, Lula e sua equipe identificaram que o desfile de uma escola de samba seria perfeito para fazer uma longa propaganda do governo durante 1 hora e 20 minutos, em canal aberto, com direito a reprises, manchetes e repercussão internacional, tudo isso “gratuitamente” (ou pela bagatela de 9,6 milhões de dinheiro público).

Aos olhos de qualquer publicitário, perfeito!

Aos olhos de um estrategista, arriscado.

Aos olhos do povo brasileiro: um tiro no pé!

O novo levantamento da AtlasIntel mostrou que Lula caiu nas pesquisas e Flávio Bolsonaro subiu e pela primeira vez está na frente de Lula no segundo turno – e Flávio ainda não entrou em campanha, apenas divulgou que será candidato a pedido do pai. As propostas de Flávio ainda não foram oficialmente divulgadas e segundo seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho, as reuniões para decidirem estratégias devem se intensificar a partir desta semana, ou seja, “o grosso deve entrar agora em março”.

A mega propaganda eleitoral antecipada de Lula gerou:

• Acirramento com os evangélicos e com o agronegócio

• Saia justa com Temer e MDB (peça fundamental no tabuleiro político)

• Motivação de questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral

• Recorde de críticas e menções negativas nas redes sociais contra Lula e seu governo

• Vexame de grandes proporções com o rebaixamento da escola e notas dos jurados

Tecnicamente falando, a equipe bem paga de Lula gerou marketing negativo para o candidato e antimarketing para Flávio. Embora pareçam ser sinônimos, as duas expressões representam falhas diferentes.

O marketing negativo é quando uma marca ou pessoa é amplamente exposta e passa do seu teto, chegando ao público que não tem interesse ou rejeita o produto divulgado, gerando mais críticas do que elogios.

Já o antimarketing é mostrar o Lula e as pessoas pensarem em Bolsonaro.

É mostrar um Brasil perfeito no desfile de Carnaval e as pessoas terem 1 hora e 20 minutos de tempo para perceberem que na vida real não é nada disso que está acontecendo e lembrarem do ex-presidente que está preso e que indicou seu filho para concorrer em seu lugar.

É criticar eleitores bolsonaristas e atacar as famílias que estavam assistindo o carnaval pela TV, implodindo as pontes que o governo estava tentando fazer com pessoas comuns.

Resultado:

Lula estava com 48%, subiu para 48,8% e depois do desfile caiu para 45%.

Bolsonaro estava com 29,3%, subiu para 35% e depois do antimarketing subiu para 37,9%.

Já no segundo turno Bolsonaro tem 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46,2%.

Uma mancada apoteótica!

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