A possibilidade de pedido de prisão de Lulinha está em análise na Polícia Federal e divide a corporação, segundo informações da jornalista Monica Bergamo.
O processo que tramita contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal) é sigiloso. Por essa razão, não é possível saber oficialmente se, junto com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizado pelo ministro André Mendonça, os policiais encarregados da investigação solicitaram também que ele fosse preso. A discussão interna, no entanto, existe.
Segundo apuração, delegados que têm trânsito no gabinete do ministro do STF André Mendonça defendem a ideia da prisão.
Integrantes da corporação contrários a ela, por outro lado, afirmam que a prisão de um investigado não pode ser um desejo do investigador, mas sim baseada em elementos concretos e fortes, já que a liberdade é um direito fundamental.
Para decretar uma prisão preventiva, o juiz precisa ser convencido de que o investigado está obstruindo a Justiça, criando embaraços para a investigação ou oferece risco de fuga.
O filho do presidente é investigado por sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Lulinha afirma que não tem nenhuma relação direta ou indireta com as fraudes dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas.
Uma coisa é certa: se essa discussão está em andamento é porque o envolvimento do “filho do rapaz” é muitíssimo grave.
E caso realmente a PF peça a prisão, Mendonça deve decretar.
