Um texto publicado pelo advogado Enio Viterbo denuncia a total ausência do Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet, no caso que envolve o ministro Dias Toffoli. Segundo Viterbo, Gonet foi omisso, obrigando a Polícia Federal a assumir funções que cabiam ao PGR.
Prestem muita atenção aqui:
Toffoli aceita levar o caso do Master para o STF por uma justificativa aleatória,
A imprensa revela que a família de Toffoli fez negócios com a família de Vorcaro,
A imprensa descobre que um familiar de Toffoli, envolvido nessas negociações milionárias, tem uma vida de classe média baixa (?!),
A imprensa diz que a PF relata nos bastidores que a situação de Toffoli como relator é insustentável,
Toffoli manda que a PF entregue todo o material apreendido com investigados no caso Master de forma lacrada e ainda designa os peritos da PF que deveriam acessar o conteúdo,
A PF descobre que existem conversas no celular de Vorcaro que envolvem o próprio Toffoli e leva tudo para o presidente do STF,
A PF pede a suspeição de Toffoli!
Notou alguma ausência?
O PGR, Paulo Gonet, não levantou um dedo.
O juiz do caso está diretamente envolvido em conversas no celular do investigado e o Paulo Gonet foi tão omisso que a própria PF teve que apresentar um pedido de suspeição.
A PF esfregou a cara de Gonet no chapisco.
Que fique marcado: tivemos um PGR tão ausente que a PF passou por cima dele.
Cuidado, Gonet. Daqui a pouco a PF pode começar a apresentar denúncias em seu lugar (aí talvez você vá curtir umas férias no Tayaya).
