PF revela esquema chocante de Vorcaro nas redes sociais

A Polícia Federal encontrou indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria ordenado diretamente ações coordenadas nas redes sociais por intermédio de influenciadores digitais. O objetivo seria defender o Banco Master, atacar autoridades públicas e desqualificar jornalistas que, segundo o empresário, atuavam contra os interesses da instituição financeira.

Essas informações surgiram a partir da análise preliminar do telefone celular de Vorcaro, apreendido em 17 de novembro, no momento de sua prisão durante a Operação Compliance Zero. De acordo com os investigadores, há registros de diálogos nos quais o banqueiro determina a execução das referidas ações virtuais. A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.

Fontes com acesso ao conteúdo apurado afirmam que Vorcaro repassava orientações a auxiliares que não integravam formalmente o quadro do Banco Master. Nas mensagens, ele solicitava a divulgação de informações positivas sobre o banco e ordenava ataques a figuras públicas, incluindo autoridades e profissionais da imprensa, que considerava adversários.

Os dados analisados pela PF são anteriores à liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. Na época, já se observavam ataques virtuais direcionados ao BC, motivados pela demora na análise da tentativa de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação que foi vetada pelo órgão regulador no início de setembro.

Conforme a avaliação preliminar dos investigadores, o padrão de atuação identificado nos diálogos de Vorcaro assemelha‑se ao observado nos ataques coordenados contra o Banco Central após a liquidação da instituição, especialmente aqueles registrados na virada do ano.

Os contratos firmados com influenciadores previam pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões, conforme noticiado pelo jornal O Globo. O Estadão teve acesso a um dos contratos, identificado pelas iniciais de Daniel Vorcaro e denominado “Projeto DV”, que estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. Um dos envolvidos seria administrador de empresas ligado ao jornalista Leo Dias.

Atualmente, a Polícia Federal trabalha na consolidação das informações reunidas para elaborar um relatório técnico, classificado como informação de polícia judiciária. A partir desse documento, a corporação avaliará se há elementos suficientes para a abertura formal de um novo inquérito policial.


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