A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) abordou um veículo oficial do Senado Federal utilizado pelo senador Magno Malta (PL‑ES) ao perceber movimentação suspeita nas imediações da Papudinha, unidade prisional onde está detido o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a ação, os policiais constataram que o motorista do parlamentar havia iniciado a gravação de imagens do entorno do local.
O episódio foi registrado em relatório enviado pela PMDF ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o documento, o carro oficial – um GM Equinox com placa institucional nº 38 – estacionou próximo à prisão para deixar o senador. Após a saída de Magno Malta do veículo, o motorista passou a filmar a área externa da Papudinha.
A guarnição de serviço flagrou o início das gravações e procedeu à abordagem. Os agentes alertaram que a captação de imagens poderia representar risco à segurança da unidade de custódia, do Complexo Penitenciário da Papuda como um todo, e também à integridade dos próprios policiais. Diante da orientação, o motorista interrompeu imediatamente a filmagem.
O fato ocorreu em 17 de janeiro, mesma data em que o senador tentou acessar a Papudinha sem autorização judicial. Atualmente, a Vara de Execuções Penais (VEP) determina a proibição de registros audiovisuais no entorno de estabelecimentos prisionais, independentemente de a custódia de Bolsonaro estar sob responsabilidade direta do STF.
Com base nas informações enviadas ao Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe, decidiu negar o pedido de visita feito por Magno Malta ao ex‑presidente.
Segundo relatos da PMDF, ao chegar à unidade prisional, o senador foi informado de que apenas familiares previamente autorizados podem realizar visitas regulares. Qualquer outra visita, inclusive de autoridades, depende de cadastro específico e de autorização judicial expressa.
Conforme o registro policial, Magno Malta questionou a restrição e, posteriormente, solicitou permissão para realizar uma oração no 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM). O pedido também foi negado. O impasse entre o senador e os agentes de segurança teria se prolongado por cerca de 30 minutos, até o encerramento da ocorrência.

