Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil de Santa Catarina reforçaram a conclusão do inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, ao indicar que um adolescente deixou e retornou a um condomínio justamente no intervalo em que ocorreram as agressões ao animal, na Praia Brava, em Florianópolis.
Os registros mostram que o jovem saiu do condomínio por volta das 5h25 da manhã e voltou cerca de meia hora depois, às 5h58, acompanhado de uma amiga. Esse horário coincide com a estimativa da polícia de que as agressões contra Orelha aconteceram por volta das 5h30.
As filmagens contradizem diretamente o depoimento prestado pelo adolescente à Polícia Civil, que havia afirmado não ter deixado o condomínio naquele período e que permaneceu na área da piscina enquanto as agressões ocorriam. A análise das imagens demonstrou o deslocamento externo, o que foi corroborado por testemunhas e por outros elementos reunidos ao longo da apuração.
Além dos vídeos, as roupas utilizadas pelo adolescente no dia do crime também foram consideradas relevantes para a elucidação do caso.
A Polícia Civil concluiu o inquérito nesta terça‑feira, 3, e solicitou à Justiça a internação do jovem apontado como autor das agressões que resultaram na morte de Orelha, medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo. Três adultos foram indiciados por coação no curso do processo.
