A juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu mandado de prisão preventiva contra o rapper Oruam nesta terça‑feira (3). A decisão ocorreu após constatação de que a tornozeleira eletrônica do artista está desligada desde 1º de fevereiro.
O mandado foi enviado à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca logo após a assinatura da decisão. A magistrada baseou sua determinação em relatórios que comprovaram diversas violações no uso do dispositivo de monitoramento eletrônico por Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo do cantor.
Registros mostram que o equipamento apresentou 28 interrupções em 43 dias de uso. As falhas ocorreram principalmente durante a noite e nos fins de semana, comprometendo a fiscalização das medidas cautelares estabelecidas.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou na segunda‑feira (2) a liminar do habeas corpus que garantia a liberdade do rapper. A defesa de Oruam tentou justificar as interrupções alegando “problemas de carregamento de bateria”, argumento considerado insuficiente pelo relator do caso.
Mauro Davi foi preso inicialmente em julho de 2025, após ser indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Posteriormente, também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais pelos mesmos fatos.
Em setembro do ano passado, o STJ havia substituído a prisão por medidas cautelares alternativas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico ao juízo e recolhimento domiciliar noturno.
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