O pré-candidato a deputado federal Rubinho Nunes trouxe à tona, nesta segunda-feira (6), um debate polêmico sobre o uso de recursos públicos no setor audiovisual. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele questiona o financiamento de produções com conteúdo adulto por meio de verbas oriundas dos impostos pagos pelos cidadãos.
Segundo o pré-candidato, há obras que incluem cenas de sexo explícito sendo produzidas com apoio estatal. Em sua declaração, ele afirma:
“Estão sendo produzidos filmes com cenas de sexo explícito entre homens utilizando verba que vem dos seus impostos. Ou seja, é o cidadão comum, o trabalhador, que está financiando esse tipo de produção.”
Como exemplo, Rubinho Nunes cita o filme Seguindo todos os protocolos, dirigido por Fábio Leal. A obra foi contemplada com recursos da Lei Aldir Blanc no estado de Pernambuco. O pré-candidato questiona como o projeto evoluiu após a liberação dos valores públicos, levantando dúvidas sobre os critérios de seleção e acompanhamento.
Além desse caso, ele menciona outras produções que também receberam apoio governamental, como Deus Tem Aids e Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo. Segundo ele, alguns desses títulos participam de eventos relevantes do setor, como a Mostra de Cinema de Tiradentes, que conta com patrocínio de empresas públicas.
Outro ponto abordado no vídeo diz respeito ao alcance dessas produções. O pré-candidato argumenta que parte significativa dos filmes nacionais recentes teria registrado baixa adesão de público, o que, em sua avaliação, levanta questionamentos sobre a efetividade do investimento.
Diante desse cenário, Rubinho Nunes defende maior transparência na aplicação de recursos destinados à cultura. Ele sugere a revisão dos critérios de financiamento e propõe um debate mais amplo sobre a destinação de verbas públicas no setor audiovisual, especialmente em projetos de conteúdo sensível.
