PRESIDENTE DA CPMI ATACA FLÁVIO DINO APÓS DECISÃO QUE CHAMOU DE REVOLTANTE

Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fez críticas duras à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu habeas corpus a um dos investigados do caso. A manifestação ocorreu depois que o ministro Flávio Dino garantiu a Paulo Camisotti o direito de permanecer em silêncio durante eventual depoimento à comissão.

Paulo Camisotti é filho e sócio de Maurício Camisotti, apontado como um dos principais personagens do escândalo de corrupção investigado pela CPMI. Segundo o presidente do colegiado, a decisão do STF, embora constitucional, não pode servir como mecanismo para comprometer o avanço das apurações.

“O ministro Flávio Dino assegurou ao senhor Paulo Camisotti o direito de permanecer em silêncio diante da CPMI do INSS”, declarou Viana.

Em seguida, reforçou sua posição:

“Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas.”

Além da autorização para permanecer em silêncio, a defesa de Paulo Camisotti também solicitou que ele não compareça à oitiva marcada para a segunda‑feira, dia 9. Para Viana, a presença do convocado é um ato formal e obrigatório, que não será flexibilizado.

“Mesmo diante de pedidos da defesa pelo não comparecimento, mantenho a decisão de que o convocado deverá comparecer nesta segunda‑feira”, afirmou.

Ele ainda ressaltou a postura do Legislativo:

“O Congresso Nacional não abre mão de suas prerrogativas constitucionais nem aceitará manobras protelatórias.”

A CPMI também enfrenta resistência de outros convocados. No mesmo dia, está prevista a oitiva de Edson Queiroz, deputado estadual do Maranhão. De acordo com Viana, a defesa do parlamentar tentou adiar o depoimento ao solicitar avaliação médica, o que foi interpretado como estratégia para postergar os trabalhos da comissão.

“No caso do senhor Edson Araújo, registro que não houve comparecimento à perícia médica previamente agendada junto à Junta Médica do Senado. Aguardo o parecer oficial para a adoção das medidas cabíveis.”

Ao abordar o conjunto de episódios, Viana deixou claro que a comissão não aceitará justificativas informais nem o descumprimento de deliberações oficiais.

“Quero ser absolutamente claro: não aceitarei o descumprimento de atos formais da CPMI.”

Reforçando o tom, o presidente concluiu que, diante de eventuais recusas injustificadas, todas as medidas legais serão adotadas.

“Se houver recusa injustificada, adotarei todas as medidas legais, inclusive a condução coercitiva, como prevê a legislação. Seguirei conduzindo a CPMI do INSS com firmeza, responsabilidade e respeito à Constituição, fazendo valer o direito dos aposentados, órfãos e viúvas.”


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