Marcelo Matias, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), não se calou diante da “interferência inaceitável” de Alexandre de Moraes em decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM).
No Instagram, o médico declarou:
Quando uma decisão impede que o Conselho Federal de Medicina investigue indícios de irregularidade, quem perde não é a instituição: somos nós, médicos, e principalmente o paciente.
Sem autonomia técnica, o médico fica mais exposto.
Sem investigação, a ética enfraquece.
Sem liberdade para corrigir desvios, a Medicina inteira perde força.
Essa decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Conselho Federal de Medicina cria um precedente perigoso. Hoje é o CFM. Amanhã, pode ser qualquer outro órgão, ou o próprio ato médico.
Como médico, isso me preocupa.
Como presidente do Simers, isso me obriga a me posicionar.
Seguiremos firmes defendendo a Medicina, a ética e o direito de exercer nossa profissão com independência.
Assista:
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder – a censura persiste há quase um ano.
Atualmente, muitos outros livros podem estar na mira da censura. Dois exemplos claros são os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam exatamente da censura e dos estranhos acontecimentos dentro do STF.
