A comentarista política Ana Paula Henkel utilizou a rede X para afirmar que o relatório oficial do LinkedIn demonstra que Filipe Martins não acessou a plataforma na data indicada como justificativa para sua prisão.
Henkel alegou que o ministro Alexandre de Moraes deteve Filipe Martins com base em um e‑mail suspeito, sem que houvesse comprovação de acesso ao referido e‑mail e sem a realização de perícia técnica.
Segundo a comentarista, Martins foi preso por uma viagem que não realizou e, posteriormente, por um acesso que nunca ocorreu. Os registros oficiais da Microsoft, conforme citado, indicam que não houve login no período apontado pelas autoridades.
Henkel ressaltou que, quando a prova inocenta o acusado, ela é ignorada; quando uma denúncia informal é apresentada, ela resulta em prisão. Para ela, trata‑se de punição antecipada e não de medida cautelar.

A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura promovida pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro argumenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano.
Outros títulos parecem estar sob risco de censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de acontecimentos incomuns no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
