A esquerda tem travado uma batalha política cruel, irracional e sem compaixão.
A bancada do PSOL enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um pedido de prisão preventiva e outras restrições de liberdade contra quatro antigos membros do governo Bolsonaro. O requerimento, apresentado na quinta‑feira (20), aponta o general Augusto Heleno, o ex‑ministro da Justiça Anderson Torres, o ex‑ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier.
Vários deputados do PSOL assinaram o pedido e o fundamentaram no artigo 312 do Código de Processo Penal, que permite a prisão preventiva se houver risco de fuga ou de atrapalhar a justiça.
Eles dizem que os investigados podem fugir, já que viajaram recentemente ao exterior e ficaram muito tempo fora do Brasil. O texto ainda lembra que o STF já condenou os quatro ex‑governantes por participação nos atos de 8 de janeiro; só falta o trânsito em julgado das sentenças.
Para reforçar o pedido, os deputados citam exemplos que consideram precedentes, como o deputado Alexandre Ramagem, que estaria morando em North Miami, nos EUA, e situações envolvendo a deputada Carla Zambelli.
Augusto Heleno aparece como investigado por suposta participação em uma rede paralela de inteligência e por incitar ataques ao Estado Democrático de Direito.
No pedido ao ministro Moraes, o PSOL pede prisão preventiva, checagem de passaportes, controle de possíveis alternativas à detenção e ações para encontrar os investigados que estejam fora do país.
Assinaram o pedido deputados como Ivan Valente, Talíria Petrone, Célia Xakriabá, Érika Hilton, Chico Alencar, Fernanda Melchionna, Glauber Braga, Henrique Vieira, Luciene Cavalcante, Luiza Erundina, Sâmia Bomfim e Tarcísio Motta.
