Nos bastidores políticos, dirigentes do PT avaliam que o ministro André Mendonça, escolhido como novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), tem adotado uma conduta técnica e marcada pela isenção em seus julgamentos na Corte.
A leitura predominante, até o momento, indica que o magistrado mantém postura alinhada aos ritos processuais e à legalidade. Contudo, integrantes do partido manifestam um certo “medo” quanto aos desdobramentos do inquérito em pleno ano eleitoral, temendo que Mendonça possa, eventualmente, poupar algum político de direita citado nas investigações.
O ministro foi indicado ao STF pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro, fato que alimenta cautela entre setores da legenda. A avaliação no entorno do presidente Lula é de que as apurações relacionadas ao Master poderão alcançar, no campo político, lideranças influentes do Centrão, como Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP, ambos reconhecidos por sua proximidade com parlamentares do espectro conservador.
Na sexta‑feira, 13 de fevereiro, Mendonça realizou, de forma remota, uma reunião com seus assessores e integrantes da Polícia Federal (PF). O encontro teve como objetivo organizar e definir os próximos encaminhamentos do inquérito, indicando que a relatoria já iniciou articulações técnicas para dar andamento às investigações.
