Nestes dias de carnaval, surgiu um rock que traz a pergunta: “Que Supremo é esse?”
Todos sabem a resposta, exceto quem se encontra em estágio avançado de imunização cognitiva: esse Supremo consiste em um conjunto de indivíduos que protegem corruptos, são despreparados para a magistratura, apresentam fraca formação jurídica e reputação moral duvidosa, porém estão altamente preparados para viver e proteger a corrupção. Tornaram‑se magistrados por decisão de um presidente da República, também acusado de corrupção e sem preparo intelectual e moral para o cargo.
Não sou admirador de rock, mas a canção oferecida toca a mais profunda ferida da República: o Supremo Tribunal Federal. A degradação moral daquela corte atingiu nível tão alto que um de seus membros, considerado um dos políticos mais arrogantes do grupo, afirmou, em reunião secreta que foi vazada:
“Ministro do Supremo não pode ser objeto de suspeita, a menos que seja de pedofilia ou estupro.”
A frase representa, segundo o autor, uma confissão de que ministro pode roubar, traficar, violar a Constituição e desrespeitar o arcabouço legal da República sem que isso configure suspeição. O ministro teria afirmado que só não pode ser suspeito, ao contrário de todos os demais cidadãos, de pedofilia ou estupro.
É lamentável que o país tenha na sua corte suprema indivíduos com tamanha baixeza intelectual e moral. Sobre a reunião secreta da suposta máfia do STF (Supremo Tayayá Federal), apresento um segundo vídeo, após o da música que pergunta “Que Supremo é esse?”.
