O aluno de aviação civil Ulisses de Oliveira morreu na tarde deste sábado (21) no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, em Manaus. Ele se tornou a segunda vítima fatal da queda de um avião monomotor durante manobra de treinamento no Aeroclube do Amazonas. A Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou o óbito.
O acidente aconteceu por volta das 9h no Aeródromo de Flores. Ulisses foi transportado ao hospital da zona Leste da capital amazonense em estado gravíssimo. Ele apresentava traumatismos craniano e torácico. O aluno não resistiu aos ferimentos.
O instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, de 40 anos, morreu no local. Ele estava a bordo da aeronave com Ulisses durante a sessão de instrução de voo.
Informações preliminares indicam que o avião executava o procedimento de “toque e arremetida”. A técnica é rotineira na formação de pilotos. A aeronave perdeu altitude a aproximadamente 30 metros. O monomotor caiu nas proximidades da lateral da pista do aeródromo.
O Cessna 152, com matrícula PR-TSM, ficou tombado em área de vegetação. A parte frontal e o motor do avião foram destruídos no impacto. O modelo é amplamente utilizado em escolas de aviação para treinamento de pilotos iniciantes. A aeronave comporta duas pessoas.
Fernando Lúcio possuía experiência significativa na aviação. Ele acumulava mais de 1,5 mil horas de voo ao longo de sua carreira. Dessas, mais de 400 horas foram registradas na própria aeronave envolvida no acidente. O instrutor atuava havia seis anos no Aeródromo de Flores.
O profissional ocupava o cargo de diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do aeroclube. Sua função envolvia a coordenação das atividades de formação de novos pilotos na instituição.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) recebeu o chamado de emergência por volta das 9h30. As equipes de socorro chegaram ao local em aproximadamente cinco minutos após o acionamento. A rapidez no atendimento permitiu o encaminhamento imediato de Ulisses à unidade hospitalar.
A operação de resgate mobilizou 14 militares e quatro viaturas do CBMAM. O trabalho contou com apoio da Polícia Militar, do Instituto Médico Legal (IML) e de equipes da perícia técnica. As autoridades isolaram a área para preservação do local.
As causas do acidente permanecem desconhecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, será responsável pela investigação. O Cenipa conduzirá análises técnicas para determinar os fatores que contribuíram para a queda da aeronave.
