A Polícia Civil rastreou movimentações financeiras de R$ 215 mil relacionadas ao assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá. O crime ocorreu em julho de 2024. A quebra de sigilo bancário foi autorizada pela Justiça e permitiu identificar os valores, conforme divulgado nesta sexta-feira (13).
As investigações apontam a empresária Julinere Goulart Bastos como uma das mandantes do crime. Ela realizou a primeira transferência em 4 de março de 2024. O valor movimentado foi de aproximadamente R$ 200 mil. O dinheiro passou por contas bancárias de terceiros.
No dia seguinte, parte do montante foi usada para comprar um veículo. O automóvel custou cerca de R$ 115 mil. O registro foi feito em nome de terceiro. Ainda em 5 de março, investigadores identificaram transferência de R$ 40 mil para a mãe de um dos investigados.
Em 6 de março de 2024, o valor restante foi direcionado para a conta do próprio investigado. Dois dias depois, as autoridades detectaram pagamento direto de R$ 15 mil. A transferência partiu da suspeita apontada como mandante para um segundo investigado.
Um dos investigados prestou depoimento em 12 de março de 2024. Ele confirmou a dinâmica dos pagamentos relacionados ao crime. As declarações corroboraram as evidências financeiras coletadas pelos investigadores.
A análise dos registros bancários revelou padrão de movimentações fracionadas. O uso sistemático de intermediários nas transferências também foi identificado. Esses elementos indicam possível prática de lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil concluiu que o assassinato de Renato Nery constitui crime de mando. Nesta modalidade criminosa, há pagamento prévio para a execução do homicídio qualificado. O rastreamento do fluxo financeiro e os depoimentos colhidos fundamentaram a conclusão.
As investigações prosseguem para identificar todos os participantes do esquema criminoso. O rastreamento financeiro continua sendo peça central nas apurações conduzidas pelas autoridades.
