O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) está realizando, neste momento, uma reunião extraordinária para analisar os acontecimentos recentes na Venezuela.
O encontro ocorre na sede da instituição, em Washington, nos Estados Unidos.
À semelhança do que se deu no Conselho de Segurança da ONU na segunda‑feira (5), diplomatas avaliam que o debate na OEA também tende a terminar sem consenso.
O governo de Luiz Inácio Lula já indicou que voltará a se manifestar na OEA contra os ataques dos Estados Unidos e contra o uso da força em território venezuelano. O Brasil será representado pelo embaixador Benoni Belli, e o discurso deverá seguir a linha das posições já adotadas pelo presidente Lula e reiteradas por diplomatas na ONU.
Integrantes do Itamaraty descrevem o cenário como um território desconhecido, o que recomenda prudência nas manobras diplomáticas.
Criada em 1948, a OEA reúne atualmente 35 Estados independentes das Américas e constitui o principal fórum político, jurídico e social da região, contando ainda com 70 observadores permanentes e a participação da União Europeia.
Vale ressaltar que, recentemente, a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), órgão integrante da OEA, manifestou revolta diante da censura imposta ao ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Embora o ministro afirme que a obra induz o leitor ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, a censura persiste há quase um ano, e ainda não se sabe exatamente o que se pretende ocultar.
Atualmente, muitos outros livros podem estar na mira da censura. Dois exemplos claros são os títulos “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e dos estranhos acontecimentos no STF.
