Em Sergipe, o cenário político para 2026 já está definido com três forças principais: a situação liderada pelo governador Fábio Mitidieri (candidato à reeleição), o agrupamento em torno de Emília Corrêa (ainda marcado por dúvidas sobre quem realmente comanda – se ela ou Valmir de Francisquinho) sem confirmação da chapa majoritária, e a oposição liderada pelo deputado federal Rodrigo Valadares.
Entre esses três polos, destaca-se a consistência e a organização do grupo comandado por Rodrigo Valadares. Diferentemente dos demais, sua base já apresentou sua chapa majoritária de forma clara e harmônica: Ricardo Marques ao governo, além do próprio Rodrigo Valadares e Coronel Rocha ao Senado. Um alinhamento raro, sem ruídos, disputas internas ou sinais de fragmentação, que demonstra planejamento, coesão e liderança firme.
Enquanto isso, os grupos adversários enfrentam turbulências significativas. O grupo de Fábio Mitidieri lida com dificuldades na construção de sua chapa majoritária, inicialmente anunciada mas desfeita por vaidades de estrelas políticas e desgastes internos, além de questionamentos envolvendo nomes citados em denúncias de corrupção. Já no campo de Valmir de Francisquinho (ou seria no campo de Emília?), pesam controvérsias e decisões judiciais relacionadas à gestão de recursos públicos, o que fragiliza ainda mais a solidez de seu grupo político.
À frente do PL em Sergipe, Rodrigo Valadares consolida um projeto claro de oposição, ancorado em unidade e propósito. Esse alinhamento se fortalece com o apoio integral do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, que legitima e impulsiona o grupo no cenário nacional.
Mais do que articular nomes, Rodrigo Valadares tem conseguido algo raro na política atual: reunir, organizar e dar direção a um campo político inteiro. Em um ambiente marcado por disputas, incertezas e divisões, sua liderança se destaca pela capacidade de unir forças em torno de um objetivo comum, posicionando-se como protagonista central na disputa pelo governo de Sergipe.
