Na tarde de segunda, 24, a bancada do PL se reuniu e prometeu que a votação da Anistia acontecerá nesta quarta, 26 de novembro.
Hugo Motta cancelou a viagem ao exterior e, de forma inesperada, cortou relações com Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara. Esse afastamento significa, na prática, um rompimento com Gleisi Hoffmann, braço esquerdo de Lula.
A detenção de Bolsonaro fez a Anistia ser levada ao plenário antes. Sem essa pressão, o Congresso poderia ter adiado o tema para o próximo ano eleitoral, usando‑o como bandeira para angariar votos, tanto dos que apoiam quanto dos que se opõem. É mais fácil falar de ideologia do que encarar fraudes contra aposentados, prejuízos nas estatais, inflação, crise e contas públicas.
A fome, a sede e a violência já são promessas de campanha; a Anistia também seria. Mas Moraes empurrou a resolução com pressa, ainda sem clareza de motivos, já que o pedido de prisão estava pronto antes da questão da tornozeleira.
Nesta quarta, Brasília será o cenário da decisão mais marcante das últimas décadas. Além das vidas em jogo, vamos descobrir de verdade quantos progressistas, conservadores e legalistas compõem o Congresso.
Estou cursando pós‑graduação em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político na Universidade Estácio de Sá, RJ.
