Sociedade civil tem que cobrar a velha mídia por usarem uma liberdade que não lhes pertence

Para focarmos no período recente das eleições de 2018 e da atuação do STF na política brasileira, que mistura jornalismo com funções que não lhe competem, é preciso resgatar o bom jornalismo, onde muito ainda precisa ser compreendido.

O principal papel do jornalismo, em suma, é informar com veracidade e imparcialidade, contribuindo como um dos pilares da democracia.

Contudo, o jornalismo ativista tem usado e abusado da liberdade de imprensa, condição essencial de formador de opinião e promotor da cidadania. Essa liberdade conta com defensores em todo o mundo, mas gera controvérsia.

Analisando apenas dois casos no Brasil, de suposto abuso dessa liberdade, concentramo‑nos em duas expressões amplamente utilizadas pelos veículos: “golpe” e “extrema‑direita”, e suas variantes.

Há anos o jornalismo alimenta o ódio ao rotular qualquer pessoa ou instituição que não siga as exigências do que o autor descreve como “sistema autoritário” do país, chamando‑as de golpistas. Essa rotulagem não desapareceu das páginas digitais e dos telejornais após o dia 8 de janeiro de 2023; ao contrário, serviu de apoio à ruptura institucional brasileira.

Já a expressão “extrema‑direita” passou a dominar as redações a partir de 2018, quando a eleição de Jair Bolsonaro gerou temor no cenário político. Isso desencadeou uma campanha sistemática contra o mandatário e seu entorno.

Vale questionar se faz sentido chamar o jornalismo de “extrema imprensa”.

O jornalismo militante, ao fracassar, maculou toda uma classe, despindo‑se de honra, ignorando a dignidade e exaltando a falta de vergonha.

Essa postura não tem trégua, nem no Brasil nem em outros países.

Recentemente, observamos o mesmo padrão nas eleições americanas, ao rotular o candidato Donald Trump de “extremista da direita” de forma indiscriminada.

Atualmente, assistimos ao ataque da imprensa ao candidato André Ventura, representante da ala conservadora em Portugal. Seu partido, Chega, tem crescido rapidamente e pode disputar o segundo turno das eleições presidenciais.

E vejam a atuação da imprensa nacional, cujo carro‑chefe é o maior grupo de comunicação do país, o Grupo Globo.

Fica a pergunta: com que direito a imprensa classifica seus adversários como bem entende?

Por isso, a sociedade civil precisa reagir de forma mais incisiva contra esse jornalismo que ignora seus próprios limites, trilha caminho perigoso e arrasta para o lamaçal tóxico cidadãos pouco conscientes, desprovidos de moralidade ou vulneráveis por fraqueza intelectual.

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