O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, requereu a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações. Trata‑se da empresa que pertence aos irmãos do ministro Dias Toffoli – o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio – e, conforme divulgado recentemente, também está em nome do próprio ministro.
Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirma que “há forte pressão do STF e do mercado financeiro para que o requerimento não seja aprovado”.
Essa situação pode ser enquadrada como crime de obstrução de investigação, previsto no artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), que se aplica tanto a tentativas de atrapalhar inquérito policial quanto a ação penal.
Portanto, caso a declaração do jornalista seja verídica, pode‑se concluir que o STF estaria agindo de forma criminosa ao tentar impedir a aprovação do pedido.
