Surubão de Trancoso: a promiscuidade deixa de ser privada e vira escândalo institucional

Surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito de suruba a outro patamar. A brincadeira deixa de ser mera fofoca e ganha estatura institucional.

Um texto do jornalista Alesandro Lo-Bianco comparando o Surubão de Trancoso com o Surubão de Noronha demonstra com precisão a imensa promiscuidade. Confira:

“O ‘surubão de Noronha’ sempre ocupou um lugar curioso no imaginário nacional: uma mistura de folclore digital, moralismo seletivo e voyeurismo de rede social. Era o escândalo perfeito para distrair: artistas com corpos perfeitos, arquipélago paradisíaco, segmento conveniente. Um entretenimento moral delicioso porque só entretém. Mas eis que surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito a outro patamar.”

Aqui, a brincadeira perde o tom de fofoca e ganha estatura institucional. Não é mais sobre quem transa com quem: é sobre quem governa enquanto transa. O ‘surubão de Trancoso’, que envolveria políticos e magistrados na mansão de Vorcaro como relatado com naturalidade constrangedora, não disputa protagonismo com Noronha por excesso de luxúria, mas por densidade política.

Não são influenciadores ou atores, mas personagens que, em tese, ditaram os rumos do país. Políticos, magistrados, empresários. Gente que, de dia, assina decisões; à noite, supostamente vira conteúdo sensível.

O escândalo aqui não é a carne, é o conflito de interesses em traje de banho. Há quem acredite que basta chamar de ‘festinha quente’ para dissolver qualquer gravidade institucional. Um deboche que tenta anestesiar o que deveria causar alarme.

Na boa, acho agora que o surubão de Trancoso não substitui o de Noronha: ele o humilha. Porque aqui não estamos falando de moral sexual, mas de ética pública em estado de ressaca permanente. Não é sobre camas desarrumadas, mas sobre cargos bem arrumados demais para quem deveria manter distância de certos sofás, certas piscinas e certas câmeras. O riso, nesse caso, é necessário. Mas não para aliviar, e sim para escancarar o absurdo de um país onde o poder, aparentemente, também é super ‘surubento’.

Além disso tudo, surge uma história nesse ‘surubão’, relatada por uma revista esquerdista, sobre um tal “pica das galáxias”, uma ilustre figura do Poder Judiciário. Quem seria essa figura? Confira:


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