Suzane von Richthofen vence segunda batalha e dá passo gigantesco na disputa pela herança do tio

A Justiça de São Paulo decidiu que Suzane von Richthofen, condenada por ter mandado matar os próprios pais, será a inventariante do espólio do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em sua residência em janeiro de 2026.

A prima e ex‑companheira de Miguel, Silvia Magnani, também reivindicava o cargo de inventariante.

Na primeira disputa entre as duas primas, Silvia conseguiu liberar o corpo do médico no Instituto Médico‑Legal (IML) e providenciou o sepultamento.

Desta vez, a juíza Vanessa Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro, destacou que, embora seja prima do falecido, Silvia é parente colateral de quarto grau e, portanto, não tem preferência sucessória. Conforme o Código Civil, sobrinhos e parentes colaterais de terceiro grau precedem os primos na ordem de vocação hereditária. Por isso, a alegação de que ela seria ex‑companheira de Miguel foi desconsiderada.

Como apenas Suzane se habilitou formalmente nos autos como herdeira, ela foi considerada a única pessoa apta a exercer o encargo de inventariante. A magistrada deixou claro que o histórico criminal de Suzane não tem relevância jurídica para a definição da inventariança.

Miguel era irmão de Marísia von Richthofen. Seus bens podem passar para Suzane porque ele não tinha pais vivos, irmãos, filhos, companheira e não deixou testamento registrado em cartório.

A decisão que favoreceu Suzane foi proferida logo após ela ser formalmente investigada pela polícia por furto. Segundo boletim de ocorrência registrado por Silvia, Suzane teria se apropriado indevidamente de uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira ou poltrona e de uma bolsa contendo documentos e dinheiro. Silvia sustenta que os objetos foram retirados sem autorização da casa de Miguel após a morte dele.

Em nota, as advogadas de Silvia, Aline Oliveira e Vanessa Piai, afirmaram ter sido surpreendidas com a nomeação de Suzane como inventariante antes do término do prazo concedido para a apresentação de documentos que comprovariam a união estável entre Silvia e Miguel. O prazo estipulado pela juíza encerrava‑se em 10 de fevereiro. As defensoras anunciaram que irão recorrer da decisão e ressaltaram que a nomeação não convalida atos praticados sem autorização judicial, como a retirada de bens e do veículo pertencentes ao espólio.

Miguel morreu no dia 9 de janeiro de 2026, na casa onde morava sozinho, no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona, após um vizinho notar a ausência prolongada e entrar no imóvel com uma chave reserva. O atestado de óbito apontou causa da morte como indeterminada e indicou a necessidade de exames complementares, motivo pelo qual o caso passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil.

Acusada de novo crime, Suzane von Richthofen está na iminência de voltar para a prisão.


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