A condução dos próximos passos da investigação sobre o Banco Master voltou a ser foco do Supremo Tribunal Federal.
O ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, recuou da determinação anterior e deixou à Polícia Federal a avaliação da necessidade de acareação entre as partes envolvidas.
No início da tarde desta terça‑feira (30), a Polícia Federal ouvirá, de forma separada, o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, o ex‑presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Só depois desses depoimentos a delegada responsável pela investigação decidirá se haverá confronto direto entre os investigados. Vale destacar que o representante do Banco Central não é alvo de investigação.
Inicialmente, Toffoli havia determinado a realização imediata da acareação. Na segunda‑feira (29), porém, o ministro reconsiderou a medida e passou a permitir que a própria Polícia Federal analise, a partir dos depoimentos, se o procedimento é realmente necessário.
O ministro está completamente perdido…
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) protestou contra a censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano.
Segundo a CIDH, outros títulos também podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de episódios no STF.
