O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, decidiu reduzir de cinco para dois dias o prazo concedido à Polícia Federal para a realização dos depoimentos dos investigados no caso envolvendo o Banco Master. A medida, considerada estranha, foi justificada por limitações operacionais do STF, como a disponibilidade de salas e de pessoal para acompanhar as oitivas, segundo o próprio ministro.
Inicialmente, os depoimentos estavam previstos para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro. Com a nova determinação, a PF deverá apresentar um cronograma revisado, concentrando os trabalhos em dois dias consecutivos. A ordem original, expedida em 15 de dezembro, havia estabelecido prazo máximo de 30 dias para a conclusão das oitivas.
De acordo com o ministro, os depoimentos são essenciais “para o sucesso das investigações” e também funcionam “como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam”.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar de o ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor, a censura permanece há quase um ano.
Atualmente, muitos outros livros parecem estar na mira da censura. Dois exemplos claros são “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, obras que tratam da censura, de acontecimentos estranhos dentro do STF e da perseguição contra Bolsonaro.
