A Transparência Internacional manifestou‑se sobre as denúncias veiculadas pela imprensa a respeito do ministro Dias Toffoli. Confira a publicação completa:
Já há um conjunto de evidências suficientemente robusto para que a PGR e o Senado iniciem procedimentos de apuração.
(1) Irmãos do ministro Toffoli foram registrados como controladores do resort de luxo Tayayá.
(2) Foram realizados aportes milionários ao Tayayá por parte de indivíduos e estruturas jurídicas com ligações à JBS e ao Master, empresas que têm processos sob relatoria do ministro.
(3) Houve retirada de capital do negócio mediante venda de cotas e transferência de R$ 33 milhões para offshore.
(4) O fundo proprietário do Tayayá foi registrado em endereço de fachada.
(5) A cunhada do ministro Toffoli declarou desconhecer que o marido seja proprietário do Tayayá ou que a sede do fundo seja a sua residência.
(6) Funcionários do Tayayá afirmam que o ministro Toffoli é considerado o verdadeiro dono do resort até hoje e que ele mantém barco e casa de uso exclusivo no local.
(7) Registros de diárias de seus seguranças mostram que o ministro Toffoli passou, no mínimo, 168 dias no Tayayá, dos quais 58 dias foram distribuídos em sete viagens após a venda do resort a Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS.
A imprensa investigativa brasileira tem desempenhado um papel fundamental para o país. Agora cabe à sociedade exigir que as autoridades competentes cumpram seu dever, diante de um caso que, segundo a Transparência Internacional, está afundando o Tribunal Constitucional brasileiro em sua mais grave crise.
