A fronteira entre Brasil e Venezuela registrou mudança significativa nesta segunda‑feira (5/1). Após um domingo (4/1) tranquilo, militares venezuelanos começaram a se movimentar na região logo após a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar do Amazonas.
Durante a visita do comandante brasileiro ao marco que delimita a linha divisória entre os dois países, veículos oficiais venezuelanos foram avistados circulando nas proximidades, alguns equipados com metralhadoras e soldados armados. As imagens foram registradas pela fotojornalista Katarine Almeida e cedidas ao Metrópoles.
Ao ser questionado sobre a presença dos militares venezuelanos, Angrizani tranquilizou os presentes: “Ali eles podem ficar, não tem problema”, afirmou.
Não houve qualquer contato verbal entre integrantes das Forças Armadas do Brasil e da Venezuela durante a movimentação observada.
Além dos veículos armados, chamou a atenção o uso de rádios de comunicação pelos militares venezuelanos, bem como o sobrevoo de um drone próximo à fronteira. Observadores também relataram a presença de quatro soldados venezuelanos armados com fuzis nas imediações da linha divisória, contraste com o dia anterior, quando apenas um militar havia sido visto, sem armamento.
Mesmo com o aumento visível da presença militar de ambos os lados, autoridades e moradores relataram que o clima permanece estável. A circulação de pessoas segue normalmente, incluindo turistas que ingressam na Venezuela e migrantes que atravessam a fronteira rumo ao Brasil em busca de trabalho ou residência.
