O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um discurso ainda mais incisivo nesta terça-feira (7) ao tratar da crise envolvendo o Irã. Em declaração pública, afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”, em meio ao prazo final estabelecido por Washington para um entendimento relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz.
A declaração foi divulgada por meio da rede Truth Social, onde o mandatário indicou não desejar tal desfecho, embora considere que ele “provavelmente” possa ocorrer. Na mesma publicação, Trump mencionou a possibilidade de uma “mudança completa e total de regime” no Irã, sugerindo que o país poderia passar por transformações profundas, que, segundo ele, abririam caminho para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
Em outro trecho, o presidente destacou a relevância do momento atual, classificando-o como decisivo no cenário internacional.
“Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”, escreveu.
O posicionamento ocorre poucas horas antes do limite estipulado pelo próprio Trump — 21h (horário de Brasília) desta terça-feira — para que o governo iraniano avance nas negociações ou permita a reabertura do Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o líder norte-americano vinha sinalizando que não pretendia conceder novos prazos, após uma série de adiamentos registrados desde março.
O aumento da pressão diplomática acontece após o governo de Teerã rejeitar a proposta mais recente de cessar-fogo, conforme noticiado pela agência estatal IRNA. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas tem emitido alertas sobre a ilegalidade de possíveis ataques direcionados à infraestrutura civil, reforçando a preocupação internacional com a escalada do conflito.
