Trump marca encontro decisivo com María Corina Machado para definir futuro da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta‑feira (9) que pretende conversar com a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado sobre um eventual papel político no futuro da Venezuela. O encontro está previsto para a próxima semana, em Washington, e deverá abordar diferentes cenários para o país sul‑americano.

Ao comentar a reunião, Trump afirmou que vai ouvir Machado e considerar sua possível participação em algum aspecto do processo político venezuelano. Questionado por jornalistas se sua posição poderia mudar caso a opositora lhe entregasse seu Prêmio Nobel, o presidente respondeu de forma irônica:

«Vou ter que falar com ela. Poderá estar envolvida em algum aspecto. Terei que falar com ela. Acho que é muito amável da parte dela querer vir».

Na mesma entrevista, Trump voltou a destacar sua visão sobre o Nobel da Paz, declarando:

«Não me ocorre ninguém na história que mereça mais o Prêmio Nobel do que eu, e não quero presumir, mas ninguém mais resolveu guerras».

María Corina Machado, por sua vez, já havia mencionado a possibilidade de dividir o reconhecimento com Trump. Em entrevista concedida na última segunda‑feira (5) à emissora americana Fox News, ela afirmou que “certamente quer dá‑lo e compartilhá‑lo com ele”. O Instituto Nobel da Noruega, entretanto, esclareceu que o prêmio não pode ser transferido a terceiros, inviabilizando a iniciativa.

Trump declarou sentir‑se “muito honrado” com a visita e ressaltou a importância simbólica do encontro. Em suas palavras:

«Temos uma jovem que recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Virá apresentar seu respeito pelo nosso país, na verdade, a mim».

Apesar das declarações elogiosas, o presidente norte‑americano manifestou reservas quanto à força política de Machado dentro da Venezuela. Segundo Trump, ela “não tem apoio” amplo no país, o que colocaria em dúvida sua capacidade de liderar um processo de mudança política.

Paralelamente, os Estados Unidos decidiram, ao menos por enquanto, deixar de apostar diretamente na oposição venezuelana. Washington optou por negociar com o governo da presidente interina Delcy Rodríguez para conduzir uma transição política que, de acordo com a estratégia americana, será guiada a partir da capital dos EUA.

A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Embora o ministro alegue que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, a censura permanece há quase um ano.

Vários outros títulos parecem estar na mira da censura. Dois exemplos claros são os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e dos estranhos acontecimentos dentro do STF.


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