Donald Trump ordenou uma ofensiva militar contra o Irã na madrugada deste sábado (28). O presidente dos Estados Unidos anunciou a operação por meio de um vídeo publicado em sua rede social. A ação visa destruir a capacidade nuclear e militar do regime dos aiatolás.
Trump gravou o anúncio de Mar-a-Lago, sua residência na Flórida. O presidente apareceu no vídeo usando um boné branco com as letras U.S.A. em destaque, sem gravata. Trump declarou que está determinado a fazer o que nenhum presidente ousou desde a queda do xá em 1979.
A Casa Branca declarou que a operação busca eliminar a capacidade do regime de produzir mísseis de longo alcance. O governo americano afirmou que pretende “aniquilar a Marinha” persa. Washington indicou que espera contar com o apoio da população iraniana, especialmente dos manifestantes que enfrentam repressão violenta do regime.
As metas anunciadas vão além das estabelecidas na ofensiva de junho de 2025. Naquela ocasião, durante o conflito de 12 dias entre Israel e Teerã, o foco concentrou-se na destruição do aparato nuclear iraniano. Trump mobilizou o maior aparato militar americano na região desde a invasão do Iraque, em 2003.
A operação inclui mais ataques, a eliminação do poder bélico de Teerã, batalhas nas ruas das maiores cidades e sufocamento econômico do país. A base de Incirlik, na Turquia, que os Estados Unidos dividem com Washington, foi utilizada para os ataques. Trump utilizou a palavra “guerra” em seu vídeo. O objetivo final é acabar com a República Islâmica.
Auxiliares próximos de Trump recomendam que ele reforce sua imagem como político diferenciado. A estratégia visa as eleições de novembro, quando o Congresso está em disputa. Trump apresentou-se como líder sem receio de agir diante de impasses diplomáticos intransponíveis, citando o Supremo Líder Ali Khamenei.
O movimento ambicioso de Washington, se bem-sucedido, deve ter efeito sensível na popularidade interna do presidente, como espera a Casa Branca. A operação também visa aumentar as chances do Partido Republicano de manter a maioria no Congresso nas eleições de novembro.
