Trump surpreende e dá um chute na barraca globalista

No Fórum Econômico Mundial, vários líderes europeus globalistas disseram que os EUA estariam “traindo” seus antigos aliados. Ora, é exatamente o inverso.

Nos últimos anos, a Europa tem abandonado o princípio político que resume a lógica ocidental em contraposição aos modelos coletivistas: o respeito aos direitos fundamentais e o livre mercado.

Durante a Guerra Fria, Europa e Estados Unidos representavam um modelo social baseado na defesa das liberdades individuais, na economia de mercado e no limite ao poder do Estado — em oposição ao comunismo e ao seu totalitarismo.

Infelizmente, após a queda do Muro e a vitória contra os soviéticos, uma nova ameaça totalitária surgiu na Europa, representada pela União Europeia. A liberdade política e econômica foi substituída pela concentração de poder nas mãos de uma elite “iluminada”, e por um sistema de regulação e altos impostos que esmaga o empreendedorismo e a iniciativa individual.

A política de fronteiras abertas importou milhões de imigrantes com valores incompatíveis com o Ocidente. Ao mesmo tempo, o ambientalismo radical, usado como justificativa para concentração de poder, ajudou a destruir a economia do continente.

A liberdade política está em retração. Pessoas são censuradas e até presas por críticas a políticas estatais; partidos passam a ser alvo de iniciativas de proibição, como a proposta de banir o AfD na Alemanha; líderes da oposição são tornados inelegíveis por decisões judiciais, como Marine Le Pen, condenada e punida com banimento de cargos eletivos; e, na Romênia, o resultado do primeiro turno foi anulado após a vitória de um candidato da direita.

Se hoje o Brasil vive um ambiente de censura e perseguição política, isso se deve em grande parte à influência de redes e instituições globalistas sediadas na Europa e nos EUA, que passaram a exportar ao país a agenda de “combate à desinformação” e de “integridade eleitoral” como justificativa para o controle do debate público. Essa influência tornou‑se explícita quando a Justiça Eleitoral brasileira incorporou iniciativas como as do CEPPS — consórcio ligado à USAID, cujo material a própria justiça eleitoral apresentou como referência “replicável” — e passou a dialogar com atores como o DFRLab, do Atlantic Council (principal think tank da OTAN), em eventos e debates institucionais.

Esse arranjo insere‑se em uma rede mais ampla de cooperação financiada por Estados europeus, com destaque para a Alemanha, que inclui acordos governamentais, apoio da União Europeia e a atuação de fundações políticas e organizações sediadas em Berlim, fornecendo respaldo intelectual e técnico a um padrão de intervenção no fluxo de informação que, na prática, produz censura e perseguição política — especialmente durante o período eleitoral.

Se dependesse dos globalistas, Trump estaria preso, assim como Bolsonaro está, e todos os não alinhados já estariam impedidos de usar as redes sociais.

Não fosse a vitória de Trump, provavelmente você nem estaria lendo este texto.

Portanto, quem deu as costas para o Ocidente foi a própria Europa, que está em claro processo de degeneração social, política e econômica. Trump faz muito bem em chutar o pau dessa barraca.

Leandro Ruschel.


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