Nos últimos dias, chegou ao Senado Federal a primeira solicitação formal de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relacionada ao episódio envolvendo o Banco Master. A iniciativa foi protocolada por um cidadão sem vínculo institucional e já tramita na Casa.
Trata‑se do pedido de impeachment mais forte contra Moraes, pois a representação tem como um de seus principais fundamentos o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci. Segundo o documento, o acordo teria valor estimado em R$ 129 milhões, o que, na avaliação do autor, levanta questionamentos relevantes sobre a conduta do magistrado.
O requerente também faz referência a reportagem publicada pela coluna em setembro, que revelou a aquisição, pelo casal Moraes, de uma mansão em Brasília pelo montante de R$ 12 milhões. Essa informação é utilizada como elemento adicional para sustentar as alegações.

Na peça protocolada, o autor afirma que os fatos configurariam “conflito de interesses grave e manifesto”, além de caracterizar “violação ao dever de decoro e moralidade” e possível “enriquecimento ilícito através de familiar”. Esses pontos são apresentados como base jurídica para a abertura de um processo de impeachment no Senado.
No X, o deputado Nikolas Ferreira comentou: “Tenho a sensação que se houver uma manifestação ‘Acorda Brasil – Fora Moraes’, ele entenderá o que começou ontem.”
