O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que a escolha do general Walter Braga Netto como vice na chapa presidencial representou um erro estratégico que custou a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. A declaração foi feita durante encontro com empresários em São Paulo, organizado pelo Grupo Esfera. O evento também contou com a presença de Antonio Rueda, presidente do União Brasil.
Valdemar declarou que o ex-ministro da Defesa não agregou votos à candidatura. O dirigente partidário defendeu que a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, deveria ter sido a escolhida para compor a chapa presidencial.
“Nós não podemos perder os votos que perdemos no passado. Bolsonaro quis colocar como vice o Braga Netto, que é um homem do bem, mas que não dava um voto para ele. Eu tinha sugerido Tereza Cristina. Foi um erro que cometemos, porque perdemos a eleição por 1 milhão de votos”, disse Valdemar.
O presidente do PL argumentou que a parlamentar do PP-MS poderia ter garantido a vitória nas urnas. Ele pontuou que a diferença de votos na disputa presidencial foi de aproximadamente 1 milhão. Valdemar considera essa margem possível de ser revertida com uma composição diferente da chapa.
O dirigente partidário utilizou o evento empresarial para expor publicamente sua avaliação sobre as decisões estratégicas daquele pleito. A crítica, contudo, não questiona as qualidades pessoais de Braga Netto. Valdemar enfatizou que o general é uma pessoa íntegra.
A avaliação do presidente do PL se concentra exclusivamente na capacidade eleitoral do ex-ministro de atrair votos para a chapa presidencial.
