Nos bastidores da Polícia Federal (PF), cresce a percepção de que eventuais desdobramentos envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dependerão diretamente da atuação do ministro André Mendonça. A informação foi apurada pelo jornalista Matheus Teixeira, da CNN, especializado na cobertura dos Três Poderes.
Segundo apuração, a corporação concluiu um relatório extenso, com mais de 200 páginas, relacionado a Dias Toffoli. O documento foi encaminhado pelo diretor-geral da PF ao presidente do STF, Edson Fachin, uma vez que o próprio Toffoli figurava como relator do caso, o que o impediria de analisar o material por questões de imparcialidade — procedimento considerado necessário para preservar a lisura institucional.
Em circunstâncias consideradas regulares, a tendência seria o envio do relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar possíveis medidas, como um eventual pedido de afastamento. No entanto, conforme apontado na apuração, a leitura interna da PF é de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantém alinhamento com “a ala do Supremo que está tentando fazer uma barreira de contenção para conter o desgaste”, o que teria gerado dúvidas sobre sua atuação como interlocutor nesse contexto.
Diante desse cenário, a avaliação predominante dentro da instituição é que, caso novos elementos venham à tona envolvendo os ministros, o material deverá ser direcionado ao ministro André Mendonça, relator do caso. Caberá a ele, portanto, analisar as informações e definir quais medidas poderão ser adotadas.
“Diante desse cenário, o mais provável na PF é que se surgirem novos elementos contra os ministros, isso será entregue a André Mendonça e caberá ao ministro relator decidir quais consequências, o que ele faria com esse material que surgir. Portanto, na avaliação da PF o futuro está nas mãos do relator, o ministro André Mendonça”, finalizou Teixeira.
