O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência do ex‑presidente Jair Bolsonaro para uma Sala de Estado‑Maior localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi acompanhada da liberação de fotografias oficiais do espaço, divulgadas pelo próprio tribunal.
Na ordem, Moraes minimiza as críticas feitas por familiares e apoiadores sobre as condições anteriores de custódia na Polícia Federal e afirma que as reclamações “não têm veracidade”. Ele sustenta, porém, que a mudança se justifica por oferecer “condições ainda mais favoráveis” ao ex‑presidente, com isolamento total dos demais detentos.
A Sala de Estado‑Maior está situada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro da Papuda, e possui quase 65 m² de área total. O ambiente conta com áreas internas e uma área externa exclusiva, garantindo privacidade integral.










Segundo a descrição oficial, o local inclui:
- quarto, sala, banheiro, cozinha e lavanderia;
- cama de casal, geladeira, armários e televisão;
- chuveiro com água quente;
- possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos.
As refeições – cinco por dia – continuam sendo fornecidas pela unidade custodiante.
A decisão autoriza banho de sol em área externa privativa, sem restrição de horário, além da prática de exercícios físicos ao longo do dia. O espaço comporta a instalação de equipamentos como esteira e bicicleta ergométrica, atendendo a recomendações médicas anexadas ao processo.
O regime de visitas foi ampliado. Familiares, advogados e médicos poderão atender o ex‑presidente em horários estendidos, distribuídos em dois dias da semana, com possibilidade de visitas simultâneas em três faixas de horário.
Há ainda um posto de saúde no local, com equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, fisioterapeuta, psiquiatra e farmacêutico, dedicada aos custodiados da unidade.
Moraes autorizou expressamente a divulgação das fotos do espaço, medida incomum em casos dessa natureza, reforçando a narrativa oficial de que Bolsonaro está sob custódia em condições consideradas privilegiadas pelo próprio STF.
A transferência ocorre enquanto o ex‑presidente cumpre pena de 27 anos e três meses, decisão que continua gerando forte repercussão política e críticas entre apoiadores, que enxergam no caso mais um capítulo da escalada de perseguição judicial contra o principal líder da direita no país.
