Um caso envolvendo suspeita de importunação sexual e violação de domicílio, atribuído ao vereador Mauro Alves (PSB), do município de Itanhangá, em Mato Grosso, foi registrado na tarde de sábado (7/2) e mobilizou a Polícia Militar. A ocorrência foi formalizada e encaminhada à Polícia Civil, que dará prosseguimento às investigações.
Conforme o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada por um dos filhos da vítima, que presenciou a mãe em situação de forte constrangimento. A mulher relatou que vinha recebendo, de forma insistente, mensagens de texto e áudios com conteúdo sexual enviados pelo parlamentar via WhatsApp, sem que houvesse qualquer tipo de consentimento.

Segundo o relato apresentado às autoridades, após as investidas, a vítima decidiu bloquear o contato do vereador. Mesmo assim, pouco tempo depois, ele teria se deslocado até a residência da mulher, entrado no imóvel sem autorização e avançado até a área da cozinha, o que configuraria invasão de domicílio.
Diante da situação, a vítima começou a gritar por ajuda. Um vizinho ouviu os pedidos de socorro, foi até o local e encontrou o suspeito ainda dentro da área da casa. Após a intervenção, o homem deixou a residência.
Cerca de 30 minutos depois, de acordo com o registro policial, o vereador teria retornado ao endereço, o que levou um dos filhos da vítima a acionar novamente a Polícia Militar.
Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito confirmou que exerce o mandato de vereador e declarou que havia ingerido bebida alcoólica. Em sua versão, afirmou que foi até o local à procura de um amigo, marido da vítima, e que retornou posteriormente com a intenção de pedir desculpas.
Diante dos fatos, vítima, suspeito e testemunha foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Tapurah para os procedimentos legais. O vereador foi encaminhado sem o uso de algemas, uma vez que não apresentou resistência durante a abordagem.
A Polícia Civil ficará responsável por analisar as mensagens, os áudios trocados, bem como os depoimentos colhidos, a fim de apurar as responsabilidades e verificar eventual enquadramento criminal do caso.
