Viviane Barci sofre derrota retumbante na única ação que defendeu Daniel Vorcaro

A queixa‑crime por calúnia e difamação movida pelo Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador e gestor da Esh Capital, foi rejeitada em todas as instâncias da Justiça paulista. O processo, iniciado em outubro de 2024, teve como representantes legais dos autores o escritório Barci de Moraes, pertencente à esposa do ministro Alexandre de Moraes. A decisão final ocorreu em 31 de outubro de 2025, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a rejeição da ação.

Esta é, até o momento, a única ação conhecida em que o escritório de Viviane Barci de Moraes atuou na defesa do Banco Master. Além dela, seus filhos Alexandre e Giuliana Barci de Moraes também participaram da representação legal, juntamente com outros advogados da família.

A disputa teve origem em denúncias feitas por Timerman sobre supostas operações fraudulentas envolvendo fundos ligados ao empresário Nelson Tanure e o Banco Master, no contexto da construtora Gafisa, empresa da qual o gestor da Esh Capital é acionista. Essas denúncias motivaram a abertura de investigação pela Comissão de Valores Mobiliários.

A queixa‑crime foi inicialmente rejeitada pela 14ª Vara Criminal de São Paulo por ausência de justa causa. Após recurso dos autores, a Procuradoria‑Geral de Justiça emitiu parecer contrário, alegando falta de “provas suficientes de dolo específico de ofender”, o que levou à manutenção da rejeição pela 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ‑SP.

Como consequência da derrota judicial, Vorcaro e o Banco Master foram condenados a pagar R$ 5,5 mil em honorários sucumbenciais aos advogados de Timerman. O caso foi encerrado definitivamente após o julgamento dos embargos declaratórios, em dezembro de 2025.

Em nova fase do conflito, Timerman protocolou notícia‑crime por denunciação caluniosa contra Vorcaro no Ministério Público de São Paulo. Na representação, o gestor afirma que a escolha do escritório “da esposa de um ministro do STF”, o Barci de Moraes, “dentre os 77 mil processos do Banco Master e dezenas de escritórios que defendem a instituição”, teve “evidente propósito intimidatório”.

O contrato entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master, apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, previa ampla representação jurídica da instituição financeira. O acordo poderia gerar R$ 130 milhões ao escritório se fosse integralmente cumprido, mas não se concretizou devido à liquidação do banco pelo Banco Central, em novembro de 2025.

Timerman ressalta que uma denúncia enviada por ele ao MPF em 2023 originou inquérito sobre as supostas operações fraudulentas. Em dezembro de 2025, essa investigação culminou na denúncia de Nelson Tanure pela Procuradoria por insider trading, reforçando as acusações iniciais.

O gestor também destacou um parecer da Procuradoria‑Geral de Justiça de São Paulo, emitido em processo de stalking movido por Tanure contra ele, que reconheceu a procedência dos fundamentos das denúncias sobre o empresário, a Gafisa e o Banco Master.


Post anterior
Próximo post

Como o sistema tentou destruir um presidente

Uma denúncia contundente e reveladora sobre como as engrenagens do poder se voltaram contra um presidente que ousou romper com o sistema.

Mais Populares

    Sobre Nós

    O Conteúdo Conservador é um portal comprometido com a verdade e a liberdade de expressão. Nosso propósito é informar sem censura, analisando os fatos sob uma ótica crítica e independente. Acreditamos em valores como a justiça, a soberania nacional e o direito do cidadão à informação transparente. Aqui, você encontra notícias, análises e conteúdos que desafiam as narrativas impostas e defendem os princípios que sustentam a verdadeira democracia.

    Você Pode Ter Perdido

    • All Posts
    • Brasil
    • Cultura
    • Economia
    • Esporte
    • Justiça
    • Mundo
    • Política

    © 2024 Direitos Reservados  – Conteúdo Conservador