O candidato à presidência do Peru Napoleón Becerra morreu em um acidente de trânsito enquanto se deslocava para cumprir compromissos de campanha no sul do país. A informação foi divulgada neste domingo (15) por integrantes de seu partido e por veículos da imprensa oficial. Aos 67 anos, Becerra era líder do Partido dos Trabalhadores e Empreendedores (PTE-Peru), legenda de orientação à esquerda, e participava da disputa presidencial marcada para abril. De acordo com a porta-voz do partido e candidata a deputada por Lima, Emely Silva, o político viajava para a região de Ayacucho quando ocorreu o acidente. A declaração foi dada à emissora RPP. “Fomos informados há poucos minutos do acidente por companheiros que estão na região e que viajavam com ele. Nos notificaram que nosso presidente (Napoleón Becerra) faleceu”, afirmou Silva. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Becerra seguia em um veículo particular com destino à cidade andina de Ayacucho, localizada a mais de 550 quilômetros ao sul de Lima, onde daria continuidade às atividades de sua campanha eleitoral. O acidente aconteceu no quilômetro 183 da rodovia Vía de los Libertadores, na jurisdição da localidade de Huaytará, na região de Huancavelica. De acordo com relatos divulgados pela RPP, o prefeito do distrito de Pilpichaca, Balvín Huamaní, informou que a caminhonete em que o candidato viajava acabou caindo em uma vala às margens da estrada por motivos que ainda não foram esclarecidos. Becerra chegou a ser socorrido e encaminhado a um centro de saúde próximo, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelo acidente. Outras três pessoas que estavam no veículo ficaram feridas, sendo que duas delas em estado grave. Elas foram transferidas posteriormente para a cidade de Ayacucho para receber atendimento médico. Repercussão entre outros candidatos Após a confirmação da morte, diferentes candidatos que também participam da corrida presidencial peruana manifestaram condolências à família e aos apoiadores de Napoleón Becerra. Entre eles está a candidata de centro-direita Marisol Pérez Tello, do partido Primero la Gente, que expressou solidariedade aos familiares e militantes do PTE-Peru. O candidato de perfil centrista Jorge Nieto, do Partido del Buen Gobierno, também comentou o ocorrido e declarou que “lamenta muito” a morte do político. Já o empresário e candidato de direita César Acuña, do partido Alianza para el Progreso, escreveu nas redes sociais: “Em um momento assim, o Peru deve se unir com respeito e solidariedade”. O candidato de esquerda Alfonso López Chau, do partido Ahora Nación, afirmou que mantinha uma relação de amizade com Becerra desde os anos 1980, quando ambos participaram de movimentos políticos, e declarou sua “solidariedade a sua família, amigos e a todos que compartilharam de seu compromisso com o Peru”. As eleições gerais no Peru estão marcadas para o dia 12 de abril. O pleito escolherá as autoridades nacionais para o período de 2026 a 2031, incluindo a Presidência da República e duas vice-presidências, além de um Congresso com 130 deputados, um Senado composto por 60 integrantes e cinco representantes para o Parlamento Andino. Caso nenhum candidato presidencial obtenha mais da metade dos votos válidos, está previsto um segundo turno no dia 7 de junho entre os dois postulantes mais votados.
Kim Kataguiri: “Segundo o próprio Moraes, ele deveria ser preso”
O deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP) publicou uma crítica contundente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em sua conta na rede social X. “Segundo o PRÓPRIO MORAES ele deveria SER PRESO!”, afirmou o parlamentar. Kataguiri acusou o ministro de ter “decidido dobrar a aposta e mentir sobre as matérias da imprensa que expõem o seu relacionamento com Daniel Vorcaro e o Banco Master”. O deputado ainda alertou: “O problema é que a imprensa pode PROVAR tudo o que afirmou. Isso não vai acabar bem para ele.” Confira a publicação:
CPI do Crime Organizado convoca servidores afastados do BC e quebra sigilos do cunhado de Vorcaro
A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação de dois funcionários de carreira do Banco Central, afastados dos cargos por suspeita de receber vantagens indevidas em troca de serviços ao Banco Master. Os senadores também aprovaram a quebra de sigilos de Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Zettel e Vorcaro estão presos. Funcionários de carreira do BC, Paulo Sérgio Neves de Sousa foi diretor de fiscalização entre 2019 e 2023 e Bellini Santana foi chefe de departamento de Supervisão Bancária entre 2019 e 2024. Eles são alvos de investigação da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e estão afastados dos serviços no BC, com uso de tornozeleira eletrônica. Os requerimentos de convocação foram apresentados pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e pelo senador Humberto Costa (PT-PE). O relator também requereu ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, informações que descrevam a atuação desses servidores no caso Master. Foram aprovadas ainda as convocações do fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, que denunciava as ações do Banco Master; do administrador da empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda, Leonardo Augusto Furtado Palhares; da sócia da empresa Super Empreendimentos e Participações S.A., Ana Claudia Queiroz de Paiva; e do escrivão aposentado da Polícia Federal Marilson Roseno da Silva. Todos estariam envolvidos com o esquema do Banco Master.
Senador cobra reforço no Banco Central para evitar repetição do escândalo Master
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central. Relator da PEC 65/2023 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele afirmou que a instituição atualmente opera com recursos insuficientes, diante da dimensão de suas atribuições. Para Plínio, reforçar a equipe técnica do Banco Central ajudaria a aprimorar a fiscalização do mercado financeiro e evitar novas crises como a do Banco Master. “Há três décadas, o departamento que acompanha as empresas tinha ‘xis’ servidores para fiscalizar 300 empresas. Hoje tem ‘meio xis’ para fiscalizar 3 mil empresas. Daí o perigo de o escândalo Master vir a se repetir”, afirmou em discurso no Plenário. Plínio informou que o relatório final da PEC já está estruturado, incorporando sugestões da Advocacia-Geral da União e garantindo que o sistema de pagamentos Pix permaneça sob controle estatal e sem cobrança de taxas para pessoas físicas. O senador relatou ter examinado individualmente as emendas apresentadas, rejeitando aquelas que considerou prejudiciais ao interesse público — por exemplo, as que, segundo ele, tentavam transferir rombos financeiros para a sociedade. “Na relatoria, parti de três postulados: o reforço dos quadros do banco, a garantia de que não haveria prejuízo salarial para os funcionários e a preservação do Pix, que é uma conquista nacional. O Banco Central não pode terceirizar e jamais cobrará taxa de pessoas físicas”, declarou. A proposta segue em tramitação no Senado Federal, em meio a crescente pressão por maior fiscalização do mercado financeiro após os recentes escândalos envolvendo instituições financeiras.
Carlos Bolsonaro revela estado grave do pai: “Inchado”, irritado e abalado emocionalmente na UTI
Carlos Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na noite deste domingo (15/3), no hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro permanece internado há três dias na unidade de terapia intensiva (UTI) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Após o encontro, Carlos comentou sobre o estado de saúde do pai e revelou que ele apresenta inchaço decorrente do tratamento médico, além de estar emocionalmente abalado com a situação. Segundo o filho, os efeitos dos medicamentos contribuíram para o quadro físico observado. “Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, declarou Carlos. O ex-vereador também relatou que conversou com a equipe médica responsável pelo tratamento e afirmou que o quadro poderia ter evoluído de forma ainda mais grave caso o atendimento não tivesse ocorrido rapidamente. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, disse Carlos. Durante a manifestação pública, Carlos voltou a defender que o pai seja transferido para o regime de prisão domiciliar, argumentando que a medida seria necessária para preservar a saúde do ex-presidente. “O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, afirmou o filho do ex-presidente.
Deportação de ex-ministro de Lula no Panamá reforça defesa de anistia para presos do 8 de janeiro
O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) comentou a detenção e deportação do jornalista Franklin Martins no Panamá, ocorrida no dia 6 de março, durante uma conexão aérea. Martins ocupou o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o governo Lula. O parlamentar explicou que o incidente aconteceu porque autoridades locais identificaram registros da participação de Martins em organizações de esquerda durante os anos 1960. “Franklin Martins foi líder estudantil na UFRJ. A partir de 1964, ele passou a integrar o MR-8, uma organização de esquerda que defendia a luta armada para o enfrentamento do regime militar. Viveu na clandestinidade e no exílio em Cuba, no Chile e também na França”, disse o senador, ressaltando que Martins retornou ao Brasil depois da anistia de 1979. Para Girão, o episódio fortalece sua defesa de uma anistia às pessoas presas pelos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O senador estabeleceu uma comparação entre o alcance da Lei da Anistia de 1979 e a situação dos condenados pelos atos de 2023. “A anistia ampla, geral e irrestrita de 1979 perdoou crimes como sequestros e assaltos à mão armada. O dia 8 de janeiro não foi crime. Essas pessoas não tiveram direito à ampla defesa, ao contraditório, à dupla jurisdição, e seus advogados muitas vezes não tiveram acesso aos autos”, afirmou Girão. Fonte: Agência Senado