Há quem afirme que o ex-influenciador Felipe Neto — atualmente contratado da Globo — tenha migrado para a esquerda. O personagem, porém, acumula polêmicas que vão além da questão ideológica. O influenciador tem sido acusado pela ex-namorada de manipulação, de ser um consumidor compulsivo de conteúdo adulto e de ter arruinado a vida dela. As acusações vieram a público e geraram debate nas redes sociais. Felipe Neto doou seu nome e sua imagem para a lei que leva seu apelido — a chamada “Lei Felca” —, que está causando um enorme estrago entre seus próprios amigos e, evidentemente, para o país. A legislação tem sido alvo de críticas por seu alcance e consequências. Destilando ódio em suas redes, o influenciador tem feito declarações polêmicas. Ele afirmou que detesta surfistas e que o país deveria se separar, chegando a sugerir que uma bomba fosse jogada no sul, destruindo inclusive a cidade onde nasceu. Particularmente, é possível questionar se Felipe Neto realmente migrou para a esquerda. Mesmo porque seria uma injustiça. Nem a esquerda merece — ou aguentaria — um tipo desses. A Globo? Essa sim, merece com louvor.
Volume de conteúdo nos celulares de Daniel Vorcaro impressiona até peritos da Polícia Federal
Até mesmo peritos acostumados a lidar com investigações complexas ficaram impressionados com o volume do conteúdo obtido nos aparelhos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Foram encontrados mais de 8 mil vídeos nos aparelhos. O material foi extraído de nove smartphones ligados ao banqueiro, obtidos ao longo das diferentes fases da investigação. Além desses vídeos, há grande quantidade de outros tipos de arquivos digitais sob análise. O volume de dados inclui registros pessoais e profissionais, com arquivos que vão desde registros antigos até conteúdos mais recentes. Os peritos estão separando conteúdos pessoais e interações corriqueiras do que realmente importa para a investigação. Diante da quantidade de dados, a análise demanda tempo e cautela para evitar conclusões precipitadas, dizem pessoas com acesso ao processo. Mas, com certeza, tem vasto material para ser periciado e tem muita autoridade envolvida.
Após desmoralização pública, Zeca Dirceu sofre derrota judicial para Deltan Dallagnol
O deputado Zeca Dirceu fez recentemente uma publicação nas redes sociais extremamente ofensiva ao ex-procurador Deltan Dallagnol. O petista escreveu: “O ex deputado, cassado por burlar a lei da ficha limpa, SEGUE INELEGÍVEL. Deltan é criminoso, durante 8 anos não poderá ser candidato e quem diz isto não sou eu, é o TSE. Deltan Dalganol foi pego também tentando desviar 2 bilhões de recursos públicos, quem diz isto não sou eu, é o conselho nacional de justiça.” Para justificar as alegações, Zeca Dirceu juntou uma certidão da Justiça Eleitoral. A resposta de Deltan veio de forma contundente: “Criminoso é Zé Dirceu, seu pai, condenado a mais de 40 anos de prisão no Mensalão e na Lava Jato por desviar MILHÕES de dinheiro do povo, e que agora vai voltar para a cena do crime. Pra quê? Roubar ainda mais? Além de burro, você é mentiroso e espalhador de fake news: o TSE jamais disse que estou inelegível, não cassou meus direitos políticos e nem me condenou a inelegibilidade. Você juntou uma certidão eleitoral de quitação de multa que não tem nada a ver com elegibilidade e que já foi resolvida. Vai pagar na justiça (…)”. Após a desmoralização pública, veio a decisão judicial. O próprio Deltan fez o comunicado sobre a vitória na Justiça. “O PT vive num eterno 1º de abril, mas a verdade prevaleceu! A VERDADE é simples: eu estou plenamente elegível e sou pré-candidato ao Senado pelo Paraná, algo que a Justiça Eleitoral reconheceu de novo hoje”, declarou Deltan. O ex-procurador continuou: “Zeca Dirceu, filho do multicondenado no Mensalão e na Lava Jato José Dirceu, usou uma certidão de multa eleitoral para MENTIR e ENGANAR os paranaenses, dizendo que eu era ‘criminoso’ e ‘inelegível’. O NOVO entrou com uma ação contra o petista mentiroso e o TRE-PR determinou a exclusão dos posts falsos, além de reconhecer que houve descontextualização intencional para gerar desinformação no eleitorado, além de fazer propaganda eleitoral negativa antecipada contra mim”. Deltan finalizou: “Conhecemos bem as táticas de Zeca Dirceu e do PT desde a época da Lava Jato: usam mentiras para atacar seus adversários. Aliás, poderiam até comemorar hoje o 1º de abril como o dia deles”.
Pesquisa AtlasIntel revela: Hugo Motta e Davi Alcolumbre são os políticos mais rejeitados do Brasil; Nikolas Ferreira lidera aprovação
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), são os políticos com a imagem mais negativa entre a população brasileira, segundo a LatAm Pulse, pesquisa realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News. Os dois aparecem com expressivos 81% de rejeição entre o público entrevistado. Apenas cerca de 3% dos entrevistados afirmaram ter uma imagem positiva de Motta, enquanto somente 2% disseram ter uma visão positiva de Alcolumbre. Na contramão dos presidentes das Casas legislativas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é o político mais bem avaliado entre os entrevistados, com 46% de aprovação. Ele é seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ambos com 44% de avaliação positiva. A pesquisa ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março e tem margem de erro de 1 ponto percentual.
Caso Banco Master expõe corrupção institucionalizada e estratégia de blindagem mútua no STF
O caso do Banco Master demonstrou que a corrupção no Brasil funciona como uma instituição pública institucionalizada, legalizada e garantida por todos os poderes. A Operação Compliance Zero comprovou essa realidade. Após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, descobriu-se que os negócios conduzidos por ele eram mais abrangentes do que se imaginava. A operação descobriu fraudes, manipulações financeiras e lavagem de dinheiro realizadas pelo Banco Master com autoridades públicas e outras instituições financeiras. O que contribuiu para a divulgação do esquema foi a decretação da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central (BC). Na sequência veio a do Banco Will, levantando dúvidas sobre em quais situações uma instituição financeira pode deixar de operar e como ocorre a atuação das entidades fiscalizadoras. O Master era um banco privado voltado à captação de recursos no mercado financeiro. Seu método consistia na oferta de produtos de renda fixa com alta rentabilidade, especialmente CDBs (Certificados de Depósito Bancário). O rombo foi tão expressivo que o BC teve de intervir para evitar maiores prejuízos. Com essa medida, os investidores passaram a depender unicamente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para tentar recuperar algum valor garantido. Posteriormente, investigações foram iniciadas para apurar irregularidades na gestão do banco. Entre as suspeitas estavam créditos sem lastro suficiente e inconsistências contábeis. Tais episódios não apenas encerraram a trajetória do Master como serviram de alerta sobre riscos de práticas financeiras irregulares. A intervenção do BC fez vir à tona o maior escândalo de corrupção já existente no país. O caso ganhou proporções inimagináveis revelando uma rede de negócios envolvendo autoridades, políticos e alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. No caso de Toffoli, o escândalo veio com o resort de luxo frequentado por ele e administrado por seus irmãos e um dos seus primos através da Maridit Participações e da DGEP, que tiveram como sócio o fundo de investimento Arlin, gerido pela REAG Investimentos e suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo apuração, os recursos dos negócios dos familiares do ministro teriam sido repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O resort de luxo era o Tayayá, onde Toffoli se hospedava com os amigos. Toffoli confirmou ter feito parte da sociedade através da Maridit Participações, mas confessou ter saído da empresa em fevereiro de 2025, alegando que os negócios eram geridos pelos irmãos e por seu primo. Quanto a Alexandre de Moraes, que era amigo de Vorcaro, o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, gerando suspeitas e pedidos de investigação sobre o caso. Relatos apontam que as mensagens entre Vorcaro e Moraes foram trocadas em novembro de 2025, no dia em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal. O ministro negou ter recebido tais mensagens, mas ninguém acreditou. Tampouco se acreditou que o contrato feito com a sua esposa tenha sido exclusivamente profissional. Agora está em curso uma estratégia de blindagem mútua entre alguns ministros do STF e políticos ligados ao esquema. O início dessa blindagem teria sido a decisão do ministro Gilmar Mendes em restringir investigações e evitar processos de impeachment contra os ministros do Supremo, limitando o poder de fiscalização do Congresso. A decisão estabeleceu que pedidos de impeachment de ministros do STF só poderiam ser apresentados pelo Procurador-Geral da República (PGR) e aprovados com uma maioria qualificada de dois terços (54 votos) no Senado para serem abertos, dificultando processos “fáceis”. O Congresso avançou com a “PEC da Blindagem” (ou PEC das Prerrogativas), exigindo autorização prévia da Câmara ou do Senado para a abertura de ações penais contra parlamentares no STF, tentando frear decisões individuais de ministros. A tentativa da blindagem se insere no contexto de que a classe política é devotada ao princípio da sobrevivência a qualquer custo, enquanto o presidente procura explorar seu domínio da vulgaridade vernacular visando enganar a massa. Quanto ao STF, os ministros sabem que é preciso decidir fazendo leis, pois quem faz a lei detém o poder. Concomitante a isso, todos os envolvidos no caso Master — direta ou indiretamente — sabem que até que a última gota do escândalo seja espremida e a última lágrima de paixão se esvaia da discussão, serão indiciados os bodes expiatórios mais convenientes para abafar o caso. Depois, com o público entediado de tanta notícia, tudo cairá no esquecimento, pois no Brasil a corrupção é institucionalizada, generalizada e garantida.
Lula perde 18 pontos e despenca em histórico reduto eleitoral; pesquisa revela erosão estratégica no Nordeste
O dado, isoladamente, pode parecer apenas mais uma oscilação estatística. Mas não é. Quando analisado no contexto correto, ele revela algo mais profundo — e potencialmente decisivo para 2026. O Ceará, historicamente um dos principais redutos eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva, começa a mostrar sinais claros de desgaste. E isso muda o jogo. De domínio absoluto à erosão consistente Em 2022, Lula venceu no estado com 69,97% dos votos, contra 30,03% de Jair Bolsonaro. Uma vantagem de aproximadamente 40 pontos percentuais. Era mais do que vitória. Era hegemonia. Agora, na simulação mais recente de segundo turno, o cenário é outro: Lula aparece com 55,3%, contra 33,7% de Flávio Bolsonaro. A diferença caiu para cerca de 21,6 pontos percentuais. Na prática, uma perda de 18 pontos de vantagem dentro de um dos territórios mais seguros do lulismo. O que está por trás da queda Não se trata apenas de números. Trata-se de estrutura eleitoral. O Nordeste sempre funcionou como o principal colchão de votos de Lula — a região que compensava desempenhos mais fracos no Sul e em parte do Sudeste. Quando essa margem começa a encolher, o impacto é direto: Redução da capacidade de compensação nacional Maior dependência de desempenho em regiões adversas Aumento do risco em cenários de segundo turno mais apertados Em termos simples: Lula pode até continuar liderando. Mas passa a liderar com menos folga. E, em eleição presidencial, folga é o que define o resultado. Sinal de alerta ignorado A leitura mais confortável seria tratar o dado como pontual. Mas isso ignora um padrão que começa a se repetir: a redução gradual das margens em estados onde antes havia ampla vantagem. Erosão eleitoral raramente acontece de forma abrupta. Ela começa assim — silenciosa, progressiva, quase imperceptível. Até que deixa de ser. O efeito 2026 já começou Se essa tendência se confirmar, o cenário muda de natureza. A eleição deixa de ser uma disputa baseada em vantagem estrutural… E passa a ser uma disputa de equilíbrio fino. E isso favorece quem cresce — não quem apenas resiste. A pergunta, portanto, não é se Lula ainda lidera no Ceará. Ele lidera. A pergunta real é outra: quanto dessa vantagem ainda é suficiente para garantir vitória nacional? Porque, se até o seu principal reduto começa a encolher… o problema já não é regional. É estratégico. Veja o vídeo:
STF vai julgar se Bolsonaro tinha direito de bloquear cidadãos nas redes sociais
O Supremo Tribunal Federal marcou para 20 de maio o julgamento de duas ações sobre bloqueios feitos por Jair Bolsonaro (PL) em suas redes sociais oficiais. Os casos envolvem um jornalista e um advogado bloqueados em 2020, quando Bolsonaro ocupava a Presidência da República. A ministra Cármen Lúcia e o ministro André Mendonça são os relatores dos processos. O jornalista William de Luca Martinez apresentou um mandado de segurança ao STF em 2020. Ele solicitou o desbloqueio de seu perfil no Twitter, atual X, e alegou censura e abuso de poder. Martinez argumentou que “a participação popular não se esgota no exercício do sufrágio, mas, sim, na prática cotidiana de acompanhar os passos que o governo está dando, fiscalizá-lo, criticá-lo ou sugerir quais medidas devem ser tomadas”. O jornalista acrescentou que isso “só é possível no exercício pleno dos direitos ao acesso à informação, à liberdade de manifestação do pensamento, à liberdade de expressão de comunicação, para se informar e informar, mediante atividade jornalística”. A defesa de Bolsonaro argumentou que ele tinha direito à privacidade nas redes sociais. Os advogados do ex-presidente sustentaram que qualquer cidadão tem o direito “de ter uma conta particular na rede social que lhe aprouver, bem como expressar sua opinião, compartilhar postagens, entre outros, decidindo acerca de seus contatos e seguidores”. O advogado Leonardo Medeiros Magalhães protocolou a segunda ação em 2020. Ele solicitou o desbloqueio de sua conta no Instagram e o reconhecimento do direito de interagir com o perfil presidencial. Magalhães baseou o pedido na garantia constitucional de liberdade de expressão. O advogado classificou o bloqueio como “afronta constitucional ao mais caro direito fundamental do cidadão, a livre manifestação do pensamento”. Magalhães defendeu que o Tribunal deveria julgar “procedente todos os termos desta ação mandamental, sob pena de vivenciarmos uma ditadura virtual, o que custaria muito caro para o nosso recém-nascido Estado democrático”. A defesa de Bolsonaro repetiu o argumento sobre a natureza privada de suas contas. Os advogados afirmaram que “o pedido do impetrante viola o princípio da legalidade, não sendo o impetrado obrigado a fazer o requerido pelo impetrante, diante de ausência de normativo legal que obrigue qualquer cidadão a ter contato em rede social com quem não queria”. Os dois processos aguardam julgamento no plenário do STF.
Ar de Brasília tem substância alucinógena? Jornalista insiste em Código de Ética inútil para o STF
Às vezes parece que o ar de Brasília possui alguma substância alucinógena, capaz de fazer com que os jornalistas enxerguem coisas que os brasileiros, longe daquelas paragens, não conseguem ver. A repórter Carolina Brígido é um exemplo disso. Ela defende que a “sociedade” ficaria satisfeita com um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal, mesmo reconhecendo que tal código não seria capaz de constranger os ministros. A própria jornalista admite que, se nem reportagens reveladoras sobre comportamentos pouco republicanos conseguiram constranger quem quer que seja, imagine um Código de Ética sem punições previstas. O equívoco está em supor que o Código de Ética seria uma resposta adequada à “sociedade”. Já se passou há muito tempo da necessidade de um simples Código de Ética. A “sociedade” só ficará satisfeita com a prisão de ministros. Nem impeachment serve mais. Mas a repórter ainda insiste nessa ladainha do “Código de Ética”, certamente afetada pelo ar de Brasília. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Oficiais de Justiça saem à caça de Joice Hasselmann que se esconde para evitar citação em ação de Michelle Bolsonaro
Oficiais de Justiça tentam localizar a ex-deputada Joice Hasselmann, que está conseguindo se manter devidamente escondida, evitando sua citação. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro move uma ação indenizatória por danos morais contra Joice. Segundo certidões constantes nos autos, oficiais de justiça e mandados enviados por correio não tiveram sucesso em endereços vinculados a Joice em São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa e Brasília. Além das buscas físicas, as tentativas de contato por meios digitais falharam. A Justiça enviou mandados para dois e-mails de Joice e tentou contato via WhatsApp, mas não obteve resposta, constatando que o número registrado não tem conta ativa no aplicativo. Uma nova tentativa de citação está sendo feita em São Paulo. Caso seja negativa, a ex-deputada será citada por edital, conforme já requerido pelos advogados de Michelle.
Governo Lula sofre fracasso retumbante: gigantes do setor rejeitam programa de subvenção ao diesel
As três maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil — Vibra, Ipiranga e Raízen — não aderiram ao programa federal de subvenção ao diesel. A ausência das empresas, que são responsáveis por metade das importações privadas do combustível, compromete a eficácia da iniciativa do governo para tentar conter o aumento do preço do diesel. O prazo de inscrição para receber a subvenção pelas vendas de março terminou na terça-feira (31). Fontes com conhecimento das discussões confirmaram que as três gigantes do setor optaram por não integrar o mecanismo. Vibra, Ipiranga e Raízen não se manifestaram publicamente sobre a decisão. Pessoas próximas às discussões indicam que incertezas nas regras do programa e a percepção de insegurança jurídica influenciaram a escolha das empresas. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) ainda não divulgou a lista oficial de participantes. Questionada sobre a ausência das maiores distribuidoras do país e as críticas relacionadas às incertezas do programa, a agência reguladora não apresentou resposta até o momento. O objetivo do mecanismo é evitar que a escalada das cotações internacionais seja repassada integralmente ao preço final do combustível. Desde o início da guerra, o diesel já registrou alta de 24% nas bombas de abastecimento. O Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome. A Petrobras responde por 40% desse total, enquanto o restante provém de importações privadas. As distribuidoras tradicionalmente são responsáveis por metade das importações realizadas pelo setor privado. A fórmula de reajuste dos preços máximos de venda do diesel foi divulgada apenas na sexta-feira (27). A publicação ocorreu dois dias úteis antes do encerramento do prazo para adesão ao programa. O timing da divulgação ampliou a sensação de incerteza entre as empresas do setor, segundo relatos de fontes do mercado consultadas.