Há fenômenos na política brasileira que a ciência ainda não catalogou, mas o eleitor já conhece de cor. Trata-se do curioso “Efeito Voz Roufenstein”, que ocorre quando a voz esganiçada, rouca e eternamente irritada do presidente Lula entra em contato com o tímpano nacional. Especialistas em acústica emocional descrevem o fenômeno como uma espécie de “microcurto-circuito neuronal”, com o cérebro do eleitor tentando decifrar a mensagem, mas travando no mesmo loop repetitivo de “culpa da elite”, “fracasso dos outros”, “perseguição”, “nunca antes na história”, “ataque à democracia”, “golpe”, “fascismo” e entrando em modo de economia de energia exteriorizada em irritação, fadiga, aversão e vaias. O mais intrigante é que o fenômeno já ultrapassou as fronteiras do eleitor e chegou ao próprio gabinete presidencial. Ministros, assessores e até o cafezinho do Planalto relatam que o chefe passou a distribuir broncas como quem distribui senha de atendimento, de forma automática, áspera e seriada. Segundo o pessoal do andar de baixo, ele estaria vivendo aquilo que engenheiros chamam de “fadiga de material” — quando uma máquina industrial começa a emitir ruídos estranhos antes de travar de vez, sendo que o ruído estridente parte do próprio presidente. Há relatos de que, em reuniões, ministros já se olham como quem escuta uma betoneira desbalanceada: “Vai explodir?”. Outros tentam amenizar dizendo que é apenas “estilo político”, mas o fato é que, real ou não, o barulho parece já não produzir o efeito desejado, não inspira, não mobiliza, não convence, apenas cansa e irrita: “Ih! Lá vem ele de novo com o bolodório de sempre.” E o eleitor, que já enfrenta inflação, impostos, gasolina nas alturas e um país em câmera lenta, agora precisa administrar também esse desgaste acústico. A cada discurso televisivo, a reação é quase automática: suspiro profundo, mão na testa, e a sensação involuntária de que o volume subiu sozinho — mesmo quando a TV está no mudo. A sociedade brasileira, que já teve de lidar com crises econômicas, políticas e morais, agora lida com uma crise sonora. O país pode até ainda ter músculos, mas a garganta presidencial… essa já de há muito pede arrego. Se existe fadiga de material, existe também fadiga do eleitor. E esta, ao que tudo indica, já bateu à porta. Ou melhor, já gritou. José H. C. Abreu (@camdeab)
Carlos Bolsonaro lidera pesquisa para o Senado em SC; Caroline De Toni aparece em segundo lugar
A mais recente pesquisa para o Senado Federal em Santa Catarina, divulgada neste domingo (5), traz resultados que chamam atenção no cenário eleitoral. Carlos Bolsonaro assumiu a liderança na corrida pela vaga. Na segunda posição, em empate técnico, aparece a deputada federal Caroline De Toni. O terceiro colocado é o senador Espíridão Amin, que busca a reeleição, mas está mais de 10 pontos percentuais atrás dos líderes. Confira os números da pesquisa: Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador: 24,7% Carol De Toni (PL), deputada federal: 23% Espíridão Amin (PP), senador: 11,3% Décio Lima (PT), ex-deputado federal: 10,2% Clésio Sálvaro (PSD), ex-prefeito de Criciúma (SC): 4,5% Carlos Chiodini (MDB), deputado federal: 3,6% Tânia Ramos (PSol), ex-vereadora: 2,9% Gilson Marques (Novo), deputado federal: 2,6% Vinícius Lummertz (MDB), ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur no governo Michel Temer: 0,2% Não souberam/não responderam: 13,1% Brancos e nulos: 3,7% A pesquisa ouviu 1.525 eleitores entre os dias 29 de março e 4 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
As duas principais falácias do PT neste início de campanha eleitoral
Em texto publicado no site O Antagonista, o jornalista Rodolfo Borges analisa com precisão as duas primeiras inconsistências apresentadas pelo PT neste início de campanha eleitoral. Segundo o jornalista, muitas outras virão até outubro. Este é apenas o começo. “A eleição é um momento mágico no Brasil. As igrejas passam a ser frequentadas por ateus históricos e os governantes com dificuldade de se reeleger prometem de novo tudo aquilo que não conseguiram entregar. Mas é preciso respeitar minimamente a inteligência do eleitor, para não soar tão ridículo”, escreve Borges. Após ter cancelado uma instrução normativa da Receita Federal que previa maior monitoramento das transações via Pix, porque a população desconfiou das intenções do governo, Lula agora se apresenta como defensor da ferramenta do Banco Central. A postura foi instruída pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência, Sidônio Palmeira, conforme flagrou a câmera da transmissão oficial do governo em evento na Bahia. Os petistas vão além, afirmando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai acabar com o Pix caso venha a ser eleito presidente da República, pela proximidade com o governo Donald Trump, que manifestou incômodo com a ferramenta, pela competição imposta aos bancos americanos. Mas o maior blefe dos petistas, segundo Borges, diz respeito à famigerada taxa das blusinhas. Agora pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad está tentando convencer todo mundo de que nunca quis ver aprovada a cobrança de imposto para compras do exterior no valor de até 50 dólares. A taxa das blusinhas é a política mais impopular do governo Lula, como indicam as pesquisas. “A medida de fato acabou aprovada pelo Congresso Nacional com apoio de vários partidos, como tem dito Haddad em entrevistas, mas foi o governo petista, que gosta muito de arrecadar e pouco de economizar, que colocou a taxação em pauta, e Lula sancionou a mudança sem vetos”, conclui o jornalista.
Israel elimina comandante de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã em operação de precisão
O comandante de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto em um bombardeio executado por Israel nesta segunda-feira (6). A confirmação da morte foi divulgada tanto pela força militar iraniana quanto pelo Exército israelense. A Guarda Revolucionária informou através de seu canal no Telegram: “O general Majid Khademi, poderoso e experiente dirigente da Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”. O Exército de Israel divulgou, horas mais tarde, que executou o bombardeio de precisão na capital iraniana, Teerã. Não há informações disponíveis sobre outras vítimas fatais ou feridos resultantes da operação aérea. Khademi acumulou aproximadamente cinco décadas de serviço na Guarda Revolucionária, conforme informações de Teerã. As forças israelenses classificaram o militar como “um dos comandantes mais graduados” da organização. Destacaram sua “ampla experiência militar” desenvolvida durante “muitos anos”. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, caracterizou Khademi como “uma das três autoridades de mais alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã”. Segundo comunicado do Exército israelense, “Khademi foi uma figura-chave para reunir inteligência [militar] utilizada para avançar e executar atividades terroristas contra Israel. Ele também participou de tentativas de atingir indivíduos americanos e era responsável por monitorar civis iranianos como parte da repressão do regime a protestos internos”. O comandante ocupava a posição há menos de 12 meses. Khademi assumiu o comando após Mohammad Kazemi, seu predecessor, ter sido morto por Israel em junho de 2025, durante a Guerra de 12 dias. A eliminação de Khademi integra uma sequência de operações contra autoridades iranianas de alto escalão realizadas por Israel e Estados Unidos desde o final de fevereiro. Naquele mês iniciou a guerra entre os três países. O líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani e o comandante Alireza Tangsiri, responsável por fechar o Estreito de Ormuz, figuram entre as autoridades de maior destaque mortas no conflito até o momento.
Desembargador condenado por estupro da própria neta é solto após apenas 9 dias na prisão
O desembargador aposentado Rafael Romano, condenado por estupro da própria neta, foi solto nesta terça-feira (31) após apenas nove dias preso no Centro de Detenção Provisória 2 em Manaus. O magistrado cumprirá a pena em casa, sob condições estabelecidas pela Justiça. Romano havia se entregado à Polícia Civil do Amazonas no dia 20 de março. Na ocasião, sua defesa alegou controvérsia jurídica na decretação da prisão, argumentando que ela teria ocorrido antes do trânsito em julgado, pois ainda havia embargos de declaração pendentes no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo os advogados, esses recursos impedem a formação da coisa julgada e tornam prematuro o início do cumprimento da pena. A defesa também destacou as condições de saúde do réu, que possui histórico recente de AVC (Acidente Vascular Cerebral), comprometimento neurológico, cardiopatia e perda significativa da visão. A defesa havia solicitado prisão domiciliar, mas a juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão, da 1ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual e de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes, não analisou o mérito do pedido. A magistrada entendeu que não tinha mais competência para avaliar a questão, considerando o trânsito em julgado. A juíza determinou, então, o envio do pedido à Vara de Execução Penal, que concedeu a prisão domiciliar ao desembargador condenado. A condenação imposta a Rafael Romano é de 47 anos de prisão, com pena restante de 45 anos, dois meses e 15 dias em regime fechado.
Documento que inocentou Alcolumbre de desvio de R$ 2 milhões simplesmente sumiu do STF
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul não conseguiu localizar o acordo de não persecução penal que encerrou a investigação sobre desvio de recursos no gabinete de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O documento foi firmado entre a Procuradoria Geral da República e Paulo Boudens, ex-assessor do senador. A busca pelo acordo ocorre desde 2024. O caso começou em outubro de 2021, quando a revista Veja publicou reportagem revelando que mulheres da periferia de Brasília foram contratadas para trabalhar no gabinete de Alcolumbre. As funcionárias eram obrigadas a devolver parte dos salários ao gabinete. Os vencimentos das assessoras variavam entre R$ 4 mil e R$ 14 mil. As devoluções representavam entre 80% e 90% dos valores recebidos. O esquema funcionou durante cinco anos, e o desvio total alcançou R$ 2 milhões dos cofres públicos. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou representação no Supremo Tribunal Federal contra Alcolumbre após a divulgação da reportagem. A subprocuradora-Geral da República Lindora Araújo conduziu a apuração e celebrou acordo de não persecução penal com Paulo Boudens, identificado como braço direito do presidente do Senado. Boudens assumiu a responsabilidade pelo esquema de desvio de recursos. O acordo de não persecução penal permite que o investigado evite responder a processo criminal mediante reparação dos danos causados e devolução dos valores desviados. A investigação foi encerrada com a assinatura do documento. Na sequência, o advogado Rafael Gama ingressou com ação popular contra Alcolumbre na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, em 2022. Autoridades não possuem foro privilegiado em processos de improbidade administrativa. Alcolumbre tornou-se réu na ação, mas o processo não avançou. O juiz federal Fabio Mattiello, responsável pela condução da ação no Rio Grande do Sul, não conseguiu obter cópia do acordo de não persecução penal. Em novembro de 2024, o magistrado enviou ofício à Procuradoria Geral da República solicitando confirmação da existência do documento. A PGR confirmou a existência do acordo, mas o órgão não encaminhou as cópias solicitadas. A PGR informou que os documentos deveriam ser requisitados diretamente ao Supremo Tribunal Federal. O juiz notificou o STF em abril de 2025. A resposta do Supremo Tribunal Federal contrariou a informação da Procuradoria Geral da República. O ofício da Corte declarou: “Informo que após pesquisas realizadas nos sistemas informatizados desta corte, não foram identificados processos públicos ou em segredo de justiça em trâmite neste tribunal em nome de Paulo Augusto de Araújo Boudens”. O juiz determinou a citação do presidente do Senado para apresentar defesa diante da impossibilidade de acessar o acordo. Os advogados de Alcolumbre afirmaram na contestação: “Pela simples análise dos autos e por tudo que fora exposto, nota-se a ausência de demonstração da lesão ao erário e de dano à Administração Pública por suposto desvio de salários de funcionários considerados ‘fantasmas’”. O acordo de não persecução penal conteria informações sobre os fatos apurados e as condições estabelecidas para o encerramento da investigação. O documento permanece sem localização definida. Não há informação sobre se os valores desviados foram efetivamente devolvidos aos cofres públicos, conforme previsto neste tipo de acordo.
Padre morre momentos antes de celebrar missa de Páscoa em Cubatão
O padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, morreu na manhã deste domingo (5), pouco antes de realizar a missa de Páscoa na Paróquia São Francisco de Assis, em Cubatão, litoral de São Paulo. O sacerdote se sentiu mal momentos antes da celebração e, apesar de ter sido socorrido imediatamente, não resistiu. Segundo a Diocese de Santos, o padre foi levado às pressas ao Pronto-Socorro de Humaitá, onde recebeu atendimento de emergência. A equipe médica fez todos os procedimentos possíveis. “Neste dia em que toda a Igreja proclama a vitória de Cristo Ressuscitado sobre a morte, colocamos nossa esperança na promessa da vida eterna. Confiamos o padre Oscar ao Senhor, para que Aquele que chamou seu servo ao ministério presbiteral agora o acolha plenamente em sua luz”, escreveu a diocese, em comunicado. Nascido em Santos em 15 de fevereiro de 1954, Oscar foi ordenado presbítero em 4 de março de 1990. Ao longo de sua trajetória, atuou em funções pastorais, formativas e administrativas. Deixou marcas nas comunidades por onde passou, especialmente na Diocese de Anápolis, em Goiás, e na Diocese de Santos, no litoral paulista. Na Paróquia São Francisco de Assis, em Cubatão, o padre exerceu o ministério como vigário paroquial a partir de 2020 e retornou em 2025. Reconhecido como diretor espiritual, confessor e formador, ele se destacou pelo compromisso com a fé, a orientação espiritual e a formação das novas gerações de fiéis. Em nota, a Paróquia São Francisco de Assis destacou que o padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho deixa um “legado de fé, dedicação e serviço, testemunhando com sua vida o amor a Cristo e à Igreja”. A Diocese de Santos também se manifestou e reforçou as orações pelo “descanso eterno” do sacerdote e pelo consolo de familiares, amigos e de toda a comunidade que teve a oportunidade de conviver com seu ministério. A despedida do padre tem início já neste domingo, com a chegada do corpo às 21h30 na Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Nova, em Cubatão, onde ele atuava como vigário paroquial.
Janja acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023 às custas do contribuinte
A primeira-dama Janja nunca havia viajado tanto. Mal conhecia o exterior antes de ocupar o posto. Hoje, representa um custo expressivo para o pagador de impostos brasileiro. O jornalista Sílvio Navarro cunhou o termo “custo Janja” para definir os gastos gerados pelas constantes viagens internacionais da primeira-dama. Segundo ele, foram 170 dias fora do Brasil desde 2023. “Enquanto o brasileiro é taxado, a primeira-dama acumula viagens ao exterior com dinheiro do pagador de impostos. Isso tem nome: custo Janja. Não foi eleita, não presta contas, mas viaja como chefe de Estado”, criticou Navarro. O site Poder360 produziu um gráfico detalhando as viagens da primeira-dama no período: A ausência frequente da primeira-dama do território nacional, bancada com recursos públicos, tem gerado críticas sobre a falta de prestação de contas e a necessidade dessas viagens.
Janela partidária confirma: direita avança forte na Câmara enquanto centro e esquerda encolhem (Veja o vídeo!)
O encerramento da janela partidária não apenas reorganizou as siglas — revelou um movimento político inequívoco dentro da Câmara dos Deputados. A redistribuição de parlamentares demonstra um avanço sólido de partidos posicionados à direita e centro-direita, ao mesmo tempo em que legendas de centro e centro-esquerda registraram perdas significativas. Os dados consolidados da janela partidária são reveladores: Saldo de deputados por partido após a janela partidária Partido — Saíram — Entraram — Saldo PL — 7 — 20 — +13 Podemos — 2 — 13 — +11 PSDB — 5 — 10 — +5 PSB — 3 — 8 — +5 Rede — 1 — 3 — +2 PSOL — 0 — 2 — +2 PV — 0 — 1 — +1 PCdoB — 0 — 1 — +1 Missão — 0 — 1 — +1 Republicanos — 15 — 15 — 0 Solidariedade — 2 — 2 — 0 União Brasil — 28 — 21 — -7 PDT — 8 — 1 — -7 MDB — 13 — 7 — -6 PSD — 8 — 4 — -4 PP — 10 — 7 — -3 Avante — 5 — 2 — -3 PRD — 4 — 1 — -3 PT — 5 — 3 — -2 Cidadania — 2 — 0 — -2 Os números são claros e objetivos. O PL lidera com folga o ganho líquido (+13), seguido pelo Podemos (+11) — dois partidos que se posicionam com firmeza no campo da direita e centro-direita. Há ainda crescimento em siglas como PSDB e PSB, que, embora tenham trajetórias distintas, absorveram parte desse movimento de reorganização. Por outro lado, o bloco de perdas concentra partidos tradicionalmente associados ao centro e à centro-esquerda. União Brasil e PDT lideram as quedas (-7 cada), seguidos por MDB (-6) e PSD (-4). Até mesmo o PT registra saldo negativo (-2), o que, embora não seja expressivo isoladamente, reforça a tendência geral. Esse rearranjo aponta para três conclusões objetivas: 1. Reposicionamento estratégico pré-2026 Deputados estão se movimentando com base em viabilidade eleitoral. Partidos com maior capacidade de mobilização, identidade mais clara e base engajada tendem a atrair mais quadros. 2. Erosão do centro político tradicional Siglas que historicamente funcionavam como “zona de conforto” para parlamentares pragmáticos perderam espaço. O custo de permanecer no centro aumentou. 3. Consolidação de polos mais definidos A Câmara caminha para uma configuração menos difusa e mais polarizada, com maior concentração de forças em blocos ideológicos mais nítidos. É importante evitar uma leitura simplista: nem toda migração representa mudança ideológica real. Em muitos casos, trata-se de cálculo eleitoral — acesso a fundo partidário, tempo de televisão e estrutura. No entanto, quando esse cálculo passa a apontar majoritariamente para um mesmo campo, ele deixa de ser apenas individual. A janela partidária, portanto, não apenas movimentou cadeiras. Ela antecipou tendências. E o sinal emitido é claro: a direita entra mais forte na disputa que se desenha para 2026 — enquanto o centro, cada vez mais, deixa de ser porto seguro para quem pretende sobreviver politicamente. Veja o vídeo:
O fracasso catastrófico de Eduardo Leite na educação gaúcha: reprovação explode enquanto governador maqueia indicadores
A preterição do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pelo PSD para a disputa presidencial não foi mero acaso. Gilberto Kassab comparou diretamente as gestões de Leite e Ronaldo Caiado e, sem hesitação, optou pelo ex-governador de Goiás. O legado deixado por Leite é alarmante em todas as esferas da gestão pública, mas o quadro na educação revela-se particularmente crítico. Uma publicação do vereador de Porto Alegre Tiago Albrecht expõe a gravidade da situação: “Em 2024, segundo o Censo Escolar do MEC, a taxa de reprovação no ensino médio da rede estadual gaúcha foi de 11,1%, o dobro da média nacional das redes estaduais, que ficou em 5,5%. Diante desse fracasso, o correto seria recuperar aprendizagem, dar respaldo ao professor e cobrar resultado, certo?” “Mas Eduardo Leite fez uma escolha bem clara: trocou o futuro de milhares de jovens gaúchos pela melhora de um indicador que ajuda a vender sua imagem de bom gestor – e no fim, nem mesmo seu partido acreditou no homem sem palavra e o deixou de lado na corrida presidencial.” O parlamentar porto-alegrense encerra sua publicação fazendo a seguinte indagação: “Qual outro presente grego Leite vai deixar pro Rio Grande do Sul?” A taxa de reprovação de 11,1% no ensino médio da rede estadual gaúcha representa mais que um simples número: revela o abandono sistemático da educação pública no estado. Enquanto a média nacional se mantém em 5,5%, o Rio Grande do Sul sob a gestão de Eduardo Leite apresenta índices duplamente preocupantes. A escolha do governador por melhorar artificialmente indicadores em detrimento de medidas efetivas de recuperação de aprendizagem e apoio aos professores evidencia uma administração mais preocupada com marketing político do que com resultados reais para a população gaúcha. O próprio partido de Leite reconheceu as limitações de sua gestão ao preterir o governador gaúcho na escolha do candidato presidencial, optando por Ronaldo Caiado após análise comparativa das duas administrações estaduais.