Carlos Bolsonaro publicou uma mensagem contundente em sua conta no X, questionando a lógica da nova narrativa construída contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no escândalo envolvendo desvios de aposentadorias. “Deixa eu ver se eu entendi:”, iniciou Carlos Bolsonaro, antes de listar uma série de contradições que expõem o absurdo da acusação: “O Ministro era do Lula Filho é do Lula Irmão é do Lula Amiga era do Lula Roubo de aposentadoria explodiu no governo Lula Mas tudo isso era um esquema do Bolsonaro pra desviar dinheiro dos aposentados… e entregar na mão do Lulinha e do irmão do Lula? Sim! É isso mesmo!” A publicação de Carlos Bolsonaro aponta para a incoerência de tentar atribuir responsabilidade ao ex-presidente Bolsonaro por um esquema que envolve pessoas ligadas diretamente ao atual governo e à família do presidente Lula, além de ter explodido durante a gestão petista.
Justiça argentina retoma julgamento pela morte de Maradona após um ano de paralisação
Após quase um ano de paralisação, a Justiça argentina voltou a analisar, nesta semana, o caso envolvendo a morte de Diego Armando Maradona. Ícone do futebol mundial, o ex-jogador faleceu aos 60 anos, em novembro de 2020, enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral realizada semanas antes. Sete profissionais de saúde que participaram diretamente do acompanhamento clínico do ex-atleta respondem por homicídio simples com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte. Caso sejam condenados, as penas podem variar entre oito e 25 anos de prisão. Entre os acusados estão o médico Leopoldo Luciano Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a coordenadora Nancy Edith Forlini, o gestor Mariano Ariel Perroni, o enfermeiro Ricardo Omar Almirón e o clínico Pedro Pablo Di Spagna, todos ligados à equipe responsável pelos cuidados de Maradona. O reinício do julgamento foi necessário após a anulação das fases anteriores do processo, ocorrida em maio do ano passado. A decisão foi motivada pelo afastamento da juíza Julieta Makintach, que participou da produção de um documentário não autorizado sobre o caso, comprometendo a lisura do procedimento. Com a retomada, todas as etapas serão refeitas. Testemunhas e envolvidos voltarão a apresentar depoimentos e provas ao Tribunal Oral en lo Criminal nº 7, localizado em San Isidro. O colegiado é formado pelos magistrados Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. Paralelamente, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid será julgada separadamente por um júri popular, conforme solicitação de sua defesa. Até o momento, não há data definida para essa etapa específica. O processo contará com o depoimento de 92 testemunhas, incluindo familiares, como as filhas do ex-jogador, além de pessoas próximas que acompanharam seus últimos dias. De acordo com os autos, Maradona morreu em sua residência em decorrência de insuficiência cardíaca, durante o período de recuperação pós-cirúrgica. Por outro lado, os advogados dos réus contestam a acusação, sustentando que a equipe médica atuou de forma adequada ao longo do tratamento do campeão mundial de 1986.
Justiça de Santa Catarina determina remoção de postagens falsas que atacavam paternidade de Carlos Bolsonaro
A Justiça estadual de Santa Catarina determinou a remoção de publicações nas redes sociais que questionavam se o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) é pai de sua filha. A juíza Liana Alves, da 1ª Vara Cível da Comarca de São José, concedeu liminar para excluir seis postagens no X e no Instagram. A decisão atinge conteúdos específicos e seus respectivos comentários. O X e o Facebook — responsável pelo Instagram — devem remover os materiais listados no processo em até 24 horas. O descumprimento da ordem resulta em multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil. Carlos Bolsonaro argumentou na ação que os perfis divulgaram materiais “falsos e ofensivos” sobre a paternidade de sua filha. O ex-vereador afirmou que as publicações contradizem informações oficiais reconhecidas em decisões judiciais anteriores. A magistrada avaliou que existem indícios de irregularidade nos conteúdos. A juíza considerou o risco de dano à imagem do ex-vereador devido à velocidade de propagação de informações nas plataformas digitais. “As publicações impugnadas permanecem, em tese, disponíveis em plataformas de ampla difusão, com potencial de replicação contínua e alcance exponencial, circunstância que agrava e prolonga os efeitos do alegado ilícito, especialmente quando se trata de conteúdo que envolve aspectos sensíveis da esfera privada e familiar, cuja exposição reiterada produz danos de difícil ou impossível reversão”, escreveu a juíza na decisão. A liminar também determinou que as plataformas forneçam dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis. As empresas têm 15 dias para apresentar essas informações. Os dados serão usados para subsidiar a continuidade da ação contra os envolvidos.
Jovem de 25 anos é encontrada morta dentro de condomínio em Porto Velho
O domingo (19) foi marcado por tragédia em Porto Velho, capital de Rondônia. Vitória Araújo do Nascimento, de apenas 25 anos, foi encontrada morta dentro de um condomínio no bairro Rio Madeira. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para o local, mas os profissionais apenas puderam confirmar o óbito da jovem. Diante da natureza sensível do caso, equipes da Perícia Técnica e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas. Os peritos iniciaram a análise do ambiente e a coleta de elementos que possam indicar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte. O corpo de Vitória foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames detalhados devem ser realizados para esclarecer a causa da morte — informação considerada essencial para o andamento das investigações. Até o momento, o caso permanece sob investigação pelas autoridades competentes, que trabalham para elucidar as circunstâncias da morte da jovem.
Legado político se respeita: é hora de os jovens assumirem as rédeas do Brasil
Nos últimos dias, uma declaração chamou atenção não pelo conteúdo em si, mas pela origem e pelo contexto em que foi proferida. Um maquiador, próximo à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, decidiu opinar publicamente sobre a capacidade política do senador Flávio Bolsonaro, classificando sua imagem como “engessada” e distante das classes populares. A questão que se impõe não é se ele tem direito à opinião — todos têm. A verdadeira questão é: qual o peso dessa opinião e a quem ela serve? Vivemos um tempo em que a política deixou de ser analisada por trajetórias, propostas e coerência, passando a ser julgada por narrativas, recortes e conveniências momentâneas. A fala em questão parece menos uma análise política e mais um movimento estratégico dentro de um cenário maior: o da construção e desconstrução de imagens. Chama atenção o contraste: ao mesmo tempo em que critica Flávio Bolsonaro por uma suposta falta de conexão popular, o mesmo interlocutor aponta Michelle Bolsonaro como alternativa mais viável. Não se trata aqui de avaliar nomes, mas de evidenciar a incoerência do argumento. Se o critério é conexão com o povo, ele deve se sustentar em fatos concretos — e não em preferências pessoais ou proximidades. Outro ponto sensível é a crítica ao momento do anúncio da pré-candidatura, classificado como “deplorável” por ter ocorrido durante uma internação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse tipo de julgamento moral, além de subjetivo, ignora completamente a dinâmica política, que não se submete a pausas emocionais ou familiares. A política não é regida por calendários afetivos, mas por estratégia, oportunidade e pelo momento certo. Vale lembrar que a indicação de Flávio como pré-candidato foi formalizada por Jair Bolsonaro em carta divulgada no fim de 2025, o que confere ao tema peso político e simbólico dentro do próprio grupo. Agustin afirma, em sua entrevista, algo preocupante: o atual presidente teria a seu favor “o Judiciário, a máquina e a mídia”. Ainda que apresentada como constatação, essa declaração levanta uma questão séria: a de que o jogo político já estaria previamente definido por forças estruturais, e não pela vontade popular. Se isso for verdade, temos um problema institucional grave. Se não for, trata-se de um discurso que se enquadra no terreno da desinformação. Em ambos os casos, o impacto é negativo para a verdadeira democracia. O Brasil não precisa de mais opiniões superficiais travestidas de análise política. Precisa de responsabilidade. Precisa de coerência. E, sobretudo, precisa que o debate público seja conduzido por quem compreende a dimensão das palavras que pronuncia. A política brasileira já enfrenta crises suficientes — de confiança, de representatividade e de legitimidade. Transformá-la em palco de falas impulsivas, baseadas em vínculos pessoais e não em argumentos sólidos, apenas agrava o cenário. Sem deixar de observar que, mesmo sob as melhores intenções, existe uma disputa de egos e de poder. Um poder que, não raras vezes, pode ser tomado por quem vender a narrativa mais convincente. No fim, resta uma pergunta simples, mas essencial: estamos discutindo o Brasil ou apenas disputando narrativas? Flávio Bolsonaro é a escolha de quem construiu um capital político relevante e hoje se encontra impedido de dar continuidade direta aos seus projetos para o país. Indicar um filho é, ao mesmo tempo, um gesto de confiança e de transferência de responsabilidade. É colocar nas mãos de um jovem parte do futuro da nação, abrindo espaço para uma nova geração assumir protagonismo na condução do Brasil. Será que já não é hora de acreditar na juventude?
Gilmar Mendes pede a Moraes para investigar Zema no Inquérito das Fake News após vídeo com fantoches
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) seja incluído no Inquérito das Fake News. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito na Suprema Corte. A solicitação foi motivada por um vídeo publicado por Zema nas redes sociais. A produção foi divulgada no mês passado e mostra Gilmar Mendes e Dias Toffoli representados por fantoches. O vídeo simula ainda diálogos entre os dois magistrados, que são representados pelos bonecos. Em trecho do documento, uma notícia-crime contra Zema produzida por Gilmar, o magistrado afirma que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. A advogada e vereadora Janaína Paschoal fez uma manifestação sobre o caso. Confira: “Inquéritos são instaurados para investigar situações passadas, supostos crimes já ocorridos! A lei não prevê inquéritos abertos eternamente, para incorporar atos futuros! Ademais, Zema já não tem prerrogativa de foro! O STF não tem competência para investigar suas postagens! Depois o País se admira com o fato de um Delegado achar que pode prender a advogada que o criticou nas redes! Estamos vivendo o absurdo há anos! Aquele que se sente vítima não pode investigar, julgar, ou prender seu suposto algoz! Até calouro sabe!” O caso reacende o debate sobre os limites do Inquérito das Fake News e a competência do STF para investigar manifestações de autoridades sem foro privilegiado. Zema, que deixou o governo de Minas Gerais, não possui mais prerrogativa de foro, o que levanta questionamentos jurídicos sobre a atuação da Suprema Corte no caso.
Onça-pintada atropelada se arrasta por rodovia antes de morrer e expõe negligência na BR-262
Uma onça-pintada foi encontrada morta na BR-262 no sábado (18). O animal estava no trecho entre Miranda e Corumbá que atravessa o Pantanal sul-mato-grossense. A Polícia Militar Ambiental e a Rede de Proteção e Conservação da Onça-Pintada foram acionadas. As equipes chegaram ao local e constataram a morte do animal. Materiais genéticos foram coletados. O Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal registra 23 onças-pintadas mortas atropeladas nesta rodovia desde 2013. O trecho ficou conhecido como “Estrada da morte” devido ao elevado número de animais silvestres mortos. O Instituto do Homem Pantaneiro contabilizou 20 mortes de onças entre 2016 e 2025 neste mesmo trajeto. O pesquisador e presidente do conselho diretor da Reprocon, Gediendson Ribeiro, informou que este é o oitavo animal morto cujos materiais foram preservados pelo instituto desde 2023. O tecido coletado será encaminhado aos laboratórios de pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A coleta de material genético permite estudos científicos sobre a espécie. Diversos outros animais silvestres são encontrados diariamente no trecho da BR-262. Entre as espécies registradas estão tamanduá-mirim, lobo-guará, tatu, tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato e quati. A rodovia corta uma área de intensa circulação de fauna silvestre. A MS-040 também apresenta elevado número de mortes de animais silvestres. A rodovia liga Campo Grande a Santa Rita do Rio Pardo. A Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira registra 100 antas mortas anualmente nas rodovias de Mato Grosso do Sul. Entre 2013 e 2026, 49 pessoas morreram em decorrência de colisões entre veículos e esses animais. A Incab divulgou em março Ação Civil Pública ajuizada junto ao Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul. A ação foi movida contra a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e as construtoras responsáveis pela rodovia MS-040. O processo tramita desde 2018. A ação propõe valor compensatório pelos danos ambientais resultantes das colisões veiculares com animais silvestres na rodovia. O processo solicita um plano de mitigação com o objetivo de diminuir os acidentes entre animais e humanos. A Incab afirma que o cercamento da rodovia diminuiria as colisões em cerca de 80%. O plano de mitigação nunca foi executado. A Polícia Militar Ambiental solicita que os condutores tenham atenção redobrada ao passarem pelo trecho da BR-262 localizado na região do Pantanal. Ao se deparar com animais silvestres feridos ou às margens da pista, a corporação deve ser acionada. A PMA pode ser contatada pelo telefone (67) 3941-0141.
Coaf identifica R$ 39 milhões de militares transferidos ao Banco Master em esquema suspeito de movimentações
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou transferências de R$ 39 milhões do Exército Brasileiro para o Banco Master. As movimentações ocorreram entre agosto de 2024 e outubro de 2025. O relatório do órgão foi encaminhado à CPI do Crime Organizado. Os valores correspondem ao pagamento de empréstimos consignados contratados por militares com a instituição financeira de Daniel Vorcaro. O Banco Master foi credenciado para ofertar crédito consignado aos militares em fevereiro de 2023. A instituição cumpriu os requisitos previstos em edital, segundo informou a Força Armada. O documento detalha que os repasses eram direcionados a uma conta do Banco Master no Banco Itaú. Os montantes permaneciam por pouco tempo nessa conta. Em seguida, eram transferidos para outras contas dentro da própria estrutura do Banco Master. O relatório aponta que esse modelo de movimentação financeira dificulta o rastreamento do destino final dos recursos. O órgão destacou sinais de concentração de recursos ordenados pelo Comando do Exército nas operações analisadas. “Considerando o recebimento de créditos com o imediato débito dos valores, bem como concentração de recursos enviados para mesma titularidade, fazendo com que não seja possível, através desta análise, identificar se eventualmente existem outros beneficiários de valores, temos situações previstas para comunicação objetiva”, diz o relatório do Coaf sobre as movimentações identificadas. O vínculo contratual entre o Exército e o Banco Master foi encerrado de forma unilateral em novembro de 2025. A rescisão ocorreu poucos dias depois que o Banco Central determinou a liquidação da instituição financeira. “O Comando do Exército realizou a rescisão unilateral do contrato de credenciamento. Desde então, o referido banco está impedido de formalizar novos contratos de consignação”, informou a instituição militar. Em nota, o Exército esclareceu que os valores “tratam-se, exclusivamente, de repasses de valores particulares decorrentes de consignações em folha de pagamento”. A Força Armada afirmou que sua participação nas operações se limitou a intermediar os descontos realizados nas folhas de pagamento dos militares e efetuar os repasses ao Banco Master. A instituição enfatizou que não houve prejuízo aos cofres públicos nas operações identificadas pelo Coaf. “Cabe destacar que não houve qualquer perda patrimonial para o Erário ou para o Exército Brasileiro, pois os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas”, declarou.
Relator da CPI do Crime Organizado recebe carta aberta cobrando responsabilização de Gilmar Mendes e desafio a Moraes
O confronto entre o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, e o ministro Gilmar Mendes ganhou um novo capítulo que repercute intensamente nas redes sociais. Trata-se de uma carta aberta assinada pelo advogado Enio Viterbo, endereçada ao parlamentar. No documento, Viterbo inicia com um apelo direto: “Prezado Alessandro, CHEGA. Gilmar Mendes TEM que ser RESPONSABILIZADO.” O advogado ressalta que o ministro insinuou que o senador, na condição de relator da CPI do Crime Organizado, teria envolvimento com milícias. Segundo o texto, Gilmar fez essa afirmação por discordar do relatório apresentado. Viterbo questiona, ironicamente, se alguém poderia dizer o mesmo sobre o ministro com base nos habeas corpus que ele já concedeu. “Alessandro, você disse que não tinha medo dessas ameaças do Gilmar, mas o que eu te peço é pra não ter medo é de responsabilizar o ministro. E acredite, você não está sozinho e esse tipo de iniciativa não é coisa de outro mundo”, escreve o advogado. Viterbo lembra que Gilmar Mendes já foi responsabilizado judicialmente por suas declarações. O ministro foi condenado na justiça cível em processos movidos por Modesto Carvalhosa e por Deltan Dallagnol. O autor da carta ainda critica o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, chamando-o de “vassalo do Gilmar”. Segundo ele, se houvesse um PGR atuante, Alessandro também poderia mover ação criminal contra o ministro. Viterbo cita que Gilmar fez exatamente isso contra Sérgio Moro por uma “brincadeira de festa junina”. Além da cobrança contra Gilmar Mendes, a carta traz um segundo pedido direcionado ao ministro Alexandre de Moraes. “Desafie o ministro Alexandre de Moraes a dizer publicamente se concorda com a fala de Gilmar. Ele adora dizer que ‘liberdade de expressão não é liberdade de ofender’, vamos ver isso é pra todos os brasileiros ou só vale para os amiguinhos dele”, provoca Viterbo. O documento é encerrado com uma convocação direta: “Processe o Gilmar, Alessandro.”
Gilmar Mendes muda estratégia, volta a atacar relator da CPI do Crime Organizado, mas recebe dura resposta
Assim que tomou conhecimento de que o senador Alessandro Vieira havia pedido o seu indiciamento na CPI do Crime Organizado, o ministro Gilmar Mendes reagiu fazendo uma acusação sem provas: “Quando vi meu nome inserido nessa tal lista de indiciados, por parte do relator deste caso, eu disse: ‘é curioso’. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o STF por ter concedido um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações. Eu queria fazer este registro, porque reputo que a situação é grave e exige um posicionamento.” Percebendo o erro, o magistrado mudou a estratégia e passou a questionar: “Será que ele faz parte de alguma milícia?” O parlamentar não se intimidou e reagiu atacando duramente: “O ministro Gilmar Mendes reiterou suas ofensas e ameaças contra mim, usando desta vez o artifício tosco de a cada ataque alegar ser ‘uma hipótese’. O seu desequilíbrio vaidoso e agressivo e sua conduta incompatível com o cargo de ministro do Supremo não são hipóteses, são fatos. E fatos são uma coisa teimosa, pois apesar da intensa cortina de fumaça eles permanecem presentes. As consequências virão, se não agora, logo adiante.” Essa briga vai longe…